LESJ: Vacinação Segura e Tratamento Essencial

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021

Enunciado

O lúpus eritematoso sistêmico juvenil é uma doença autoimune sistêmica, caracterizada por envolvimento concomitante ou evolutivo de vários órgãos ou sistemas em um mesmo paciente. Sobre esssa condição, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Glicocorticóides são os mais potentes anti-iflamatórios e controlam a maioria da manifestações clínicas.
  2. B) Vacinas de agentes vivos são sempre preferidas, pois mostram adequada imunogenicidades com os efeitos adversos sendo raros, enquanto as vacinas de agentes inativos são estritamente contraindicadas, assim como as vacinas contra o papiloma vírus humano.
  3. C) Antimaláricos devem ser empregados em todos os pacientes, independente do órgão ou sistema acometido.
  4. D) Imunosupressores e agentes biológicos são indicados nas formas moderadas a grave de atividade da doença.
  5. E) A vacina contra influenza é indicada anualmente.

Pérola Clínica

LESJ: Vacinas vivas contraindicadas em imunossupressão; inativadas e HPV são seguras e indicadas.

Resumo-Chave

Em pacientes com LESJ, especialmente aqueles em uso de imunossupressores, vacinas de agentes vivos atenuados são contraindicadas devido ao risco de infecção disseminada. Vacinas inativadas e a vacina contra o HPV são seguras e recomendadas, seguindo o calendário vacinal.

Contexto Educacional

O Lúpus Eritematoso Sistêmico Juvenil (LESJ) é uma doença autoimune crônica que afeta múltiplos órgãos, com início antes dos 18 anos. Sua prevalência é menor que no adulto, mas a gravidade tende a ser maior. O manejo adequado é crucial para prevenir danos orgânicos e melhorar a qualidade de vida, sendo um tema frequente em provas de residência devido à complexidade do tratamento e das comorbidades associadas. A fisiopatologia envolve uma desregulação do sistema imune, levando à produção de autoanticorpos e inflamação sistêmica. O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado nos critérios do ACR/EULAR. A suspeita deve surgir em adolescentes com manifestações multissistêmicas inexplicadas, como artrite, rash malar, serosite, nefrite, citopenias e sintomas neurológicos. O tratamento do LESJ é individualizado, mas geralmente inclui glicocorticoides para controle agudo da inflamação, hidroxicloroquina como terapia de base para todos os pacientes, e imunossupressores (como metotrexato, azatioprina, micofenolato) ou agentes biológicos (como belimumabe, rituximabe) para formas moderadas a graves. A vacinação é um ponto crítico: vacinas inativadas (influenza, pneumocócica, HPV) são seguras e recomendadas, enquanto vacinas de agentes vivos atenuados (sarampo, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela) são contraindicadas em pacientes imunossuprimidos, exigindo avaliação cuidadosa do status imunológico antes da administração.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são contraindicadas em pacientes com LESJ?

Vacinas de agentes vivos atenuados são contraindicadas em pacientes com LESJ que estão em imunossupressão significativa, devido ao risco de infecção disseminada.

Qual a importância da hidroxicloroquina no tratamento do LESJ?

A hidroxicloroquina é um antimalárico fundamental no tratamento do LESJ, indicada para todos os pacientes, pois reduz a atividade da doença, previne surtos e diminui o risco de trombose.

Quando são indicados imunossupressores e agentes biológicos no LESJ?

Imunossupressores e agentes biológicos são indicados nas formas moderadas a graves de atividade da doença, quando os glicocorticoides e antimaláricos não são suficientes para o controle.

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