SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Em relação à vacinação de lactente de dois meses, filho de mãe portadora do vírus da imunodeficiência humana, que realizou tratamento durante a gestação e profilaxia da transmissão vertical, qual é a conduta correta?
Lactente de mãe HIV com profilaxia e imunocompetente → Vacinação normal, incluindo atenuadas.
Lactentes expostos ao HIV, filhos de mães que realizaram tratamento e profilaxia da transmissão vertical, e que se mantêm imunocompetentes, devem seguir o calendário básico de vacinação normalmente. As vacinas com microorganismos vivos atenuados não são contraindicadas se a imunocompetência for confirmada.
A vacinação de lactentes expostos ao vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um tema de grande importância na pediatria e infectologia, frequentemente abordado em provas de residência. A conduta vacinal é determinada pela situação sorológica do bebê e, principalmente, pelo seu status imunológico, especialmente se a mãe realizou o tratamento antirretroviral durante a gestação e a profilaxia da transmissão vertical. Quando a mãe realizou o tratamento adequado e a profilaxia da transmissão vertical, o risco de infecção do bebê é significativamente reduzido. Nesses casos, se o lactente se mantém imunocompetente (sem evidência de imunodeficiência grave), ele deve receber as vacinas do calendário básico de vacinação normalmente. Isso inclui as vacinas com microorganismos vivos atenuados, como a BCG e a vacina oral contra o rotavírus, que são seguras e eficazes em crianças imunocompetentes, mesmo que expostas ao HIV. O adiamento ou a contraindicação de vacinas atenuadas ocorre apenas se houver confirmação de infecção pelo HIV no bebê e evidência de imunodeficiência grave. Portanto, a avaliação da imunocompetência é um passo crítico. A manutenção do calendário vacinal completo é essencial para proteger esses lactentes contra outras doenças infecciosas, garantindo sua saúde e desenvolvimento adequados.
Este lactente deve receber as vacinas do calendário básico de vacinação normalmente, incluindo as vacinas com microorganismos vivos atenuados como BCG e Rotavírus, desde que sua imunocompetência seja confirmada e mantida.
As vacinas com microorganismos vivos atenuados são contraindicadas apenas se o lactente exposto ao HIV apresentar imunodeficiência grave. A confirmação da situação sorológica e da imunocompetência do bebê é crucial para essa decisão.
A profilaxia eficaz da transmissão vertical reduz significativamente o risco de infecção pelo HIV no bebê. Isso permite que, na ausência de infecção e com imunocompetência preservada, o lactente seja vacinado conforme o calendário regular, protegendo-o contra outras doenças infecciosas.
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