Vacinação em Crianças Imunossuprimidas: Guia Essencial

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020

Enunciado

Dona Maria vai a consulta do Posto de Saúde com seu filho José, de 1 ano de idade, em tratamento atual para Púrpura Trombocitopênica Imune com Prednisona 2 mg/Kg/dia há 2 meses. Está preocupada com o calendário vacinal da criança, pois encontra-se em atraso. Neste contexto, assinale a alternativa que contém as informações que devem ser repassadas a Dona Maria:

Alternativas

  1. A) seu filho deve receber todas as vacinas previstas no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
  2. B) devem ser evitadas as vacinas contra Varicela e Influenza.
  3. C) seu filho deve receber a vacina tríplice viral e Pneumocócica.
  4. D) devem ser evitadas a tríplice viral e vacina oral contra poliomielite nas campanhas.
  5. E) não deve receber nenhuma vacina neste momento.

Pérola Clínica

Criança imunossuprimida (Prednisona > 2 mg/kg/dia por > 14 dias) → Contraindicadas vacinas de vírus vivos atenuados.

Resumo-Chave

Crianças em uso de corticoterapia sistêmica em doses imunossupressoras (como Prednisona 2 mg/kg/dia por mais de 14 dias) têm contraindicação temporária para vacinas de vírus vivos atenuados, devido ao risco de replicação viral descontrolada e doença vacinal. A tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e a vacina oral contra poliomielite (VOP) são exemplos de vacinas de vírus vivos atenuados. Vacinas inativadas são seguras, mas sua resposta imune pode ser atenuada.

Contexto Educacional

A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes, mas requer atenção especial em populações vulneráveis, como crianças imunossuprimidas. A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma condição autoimune que pode exigir tratamento com corticoides em doses imunossupressoras, como a Prednisona. O uso de Prednisona em doses de 2 mg/kg/dia por mais de 14 dias é considerado imunossupressor e contraindica a administração de vacinas de vírus vivos atenuados. Isso inclui a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e a vacina oral contra poliomielite (VOP), que contêm vírus vivos enfraquecidos. A administração dessas vacinas em um paciente imunossuprimido pode levar à replicação descontrolada do vírus vacinal e ao desenvolvimento da doença. Por outro lado, as vacinas inativadas (como as contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo b, pneumocócica, influenza e hepatite B) são seguras para pacientes imunossuprimidos, embora a resposta imune possa ser menos robusta. É crucial que os profissionais de saúde orientem os pais sobre as vacinas seguras e as contraindicadas, e sobre a necessidade de aguardar a suspensão da imunossupressão para a administração das vacinas de vírus vivos atenuados.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são contraindicadas em crianças imunossuprimidas?

Vacinas de vírus vivos atenuados, como tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), varicela, rotavírus e vacina oral contra poliomielite (VOP), são contraindicadas em crianças imunossuprimidas devido ao risco de doença vacinal.

Por que a Prednisona contraindica algumas vacinas?

A Prednisona em doses imunossupressoras (≥ 2 mg/kg/dia ou ≥ 20 mg/dia por mais de 14 dias) suprime o sistema imune, impedindo que o organismo combata adequadamente a replicação dos vírus atenuados das vacinas, o que pode levar à doença.

Quando vacinas inativadas podem ser administradas em imunossuprimidos?

Vacinas inativadas (como DTP, Haemophilus influenzae tipo b, pneumocócica, influenza, hepatite B) são seguras em imunossuprimidos e devem ser administradas conforme o calendário, embora a resposta imune possa ser subótima.

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