MedEvo Simulado — Prova 2026
Cauã, um adolescente de 13 anos que vive com HIV por transmissão vertical, comparece à Unidade Básica de Saúde para uma consulta de rotina com seu prontuário em mãos. Durante a revisão do cartão vacinal, o médico observa que o paciente nunca recebeu nenhuma dose da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV). Cauã está em acompanhamento regular, com carga viral indetectável e contagem de linfócitos T-CD4+ estável. Considerando as atualizações mais recentes do Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde e a condição clínica específica do paciente, a conduta vacinal adequada é:
HIV+ ou imunossuprimidos (9-45 anos) → Esquema HPV de 3 doses (0, 2, 6 meses).
Apesar da mudança para dose única na população geral de 9 a 14 anos, pacientes vivendo com HIV mantêm a necessidade de três doses para garantir soroconversão adequada.
A vacinação contra o HPV em populações especiais é um tema recorrente em provas de residência, especialmente após a atualização do Ministério da Saúde em 2024 que adotou a dose única para o público geral de 9 a 14 anos. O ponto chave é reconhecer as exceções: imunossuprimidos, vítimas de violência sexual e pacientes com papilomatose respiratória recorrente. No caso do HIV, a imunogenicidade da vacina é menor, o que justifica a manutenção do esquema de 0, 2 e 6 meses para assegurar títulos de anticorpos protetores. A carga viral indetectável e CD4 estável, como no caso de Cauã, são condições ideais para a vacinação, mas não alteram a necessidade do esquema triplo.
Para pessoas vivendo com HIV/AIDS, o esquema vacinal contra o HPV permanece sendo de três doses, aplicadas nos intervalos de 0, 2 e 6 meses. Essa recomendação abrange a faixa etária de 9 a 45 anos, independentemente da contagem de linfócitos T-CD4+. O objetivo é maximizar a resposta imunológica, que pode ser menos robusta nesses pacientes em comparação com indivíduos imunocompetentes. É fundamental que o médico verifique o status vacinal em todas as consultas de rotina, pois a proteção contra os tipos oncogênicos do vírus é uma prioridade na redução de neoplasias anogenitais nessa população vulnerável.
Não. A estratégia de dose única, implementada pelo Ministério da Saúde em 2024 para adolescentes de 9 a 14 anos, não se aplica a indivíduos imunossuprimidos. Isso inclui pacientes com HIV/AIDS, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, e pacientes oncológicos. Para esses grupos, a evidência científica ainda sustenta que o esquema de três doses é necessário para conferir proteção duradoura e eficaz contra o Papilomavírus Humano, devido à potencial falha na memória imunológica com esquemas reduzidos.
No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina quadrivalente contra o HPV é disponibilizada gratuitamente para pessoas vivendo com HIV/AIDS na faixa etária de 9 a 45 anos. Diferente da população geral, onde o foco é a adolescência, o risco aumentado de persistência viral e progressão para lesões precursoras de câncer em pacientes com HIV justifica a extensão da faixa etária e a manutenção do esquema vacinal completo de três doses para garantir a melhor cobertura imunológica possível.
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