HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023
Paciente de 9 anos e 6 meses de idade, feminino com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico está em uso de corticoide em dose alta e azatioprina. A mãe traz a caderneta de vacinação para atualização e é observado que a menor não recebeu vacinação para febre amarela e HPV. Considerando o Plano Nacional de Imunização, assinale a alternativa com a orientação correta.
Imunossuprimidos: Vacinas vivas atenuadas (ex: febre amarela) contraindicadas; vacinas inativadas (ex: HPV) geralmente seguras.
Pacientes em uso de imunossupressores, como corticoides em alta dose e azatioprina, têm contraindicação para vacinas de vírus vivos atenuados (ex: febre amarela) devido ao risco de doença disseminada. Vacinas inativadas, como a do HPV, são seguras e recomendadas, embora a resposta imune possa ser atenuada.
A vacinação em pacientes imunossuprimidos, como aqueles com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) em uso de corticoides em alta dose e azatioprina, é um desafio clínico importante. O objetivo é proteger o paciente contra infecções, ao mesmo tempo em que se evita o risco de complicações relacionadas à vacina. É fundamental conhecer a distinção entre vacinas vivas atenuadas e vacinas inativadas. Vacinas de vírus vivos atenuados, como a vacina da febre amarela, contêm microrganismos vivos enfraquecidos que podem se replicar no hospedeiro. Em pacientes imunossuprimidos, essa replicação pode ser descontrolada, levando a uma doença grave e disseminada. Portanto, são contraindicadas. Já as vacinas inativadas, como a vacina do HPV, contêm microrganismos mortos ou apenas partes deles, não sendo capazes de causar a doença. Elas são consideradas seguras nesse grupo de pacientes, embora a resposta imune possa ser menos robusta. No caso apresentado, a paciente com LES em imunossupressão deve receber a vacina do HPV, que é inativada e recomendada para sua faixa etária, mas não deve receber a vacina da febre amarela, que é viva atenuada. A avaliação individual do grau de imunossupressão e o risco epidemiológico são sempre importantes para a tomada de decisão sobre a vacinação.
Pacientes imunossuprimidos têm contraindicação para vacinas de vírus vivos atenuados, como sarampo, caxumba, rubéola (SCR), varicela, febre amarela, rotavírus e BCG. O risco é de replicação viral descontrolada e doença disseminada.
Vacinas inativadas são geralmente seguras e recomendadas para pacientes com LES em imunossupressão, incluindo vacinas contra influenza, pneumococo, hepatite B, tétano-difteria-coqueluche (dTpa) e HPV. A resposta imune pode ser subótima, mas a proteção ainda é benéfica.
A vacina HPV é recomendada para meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos, conforme o PNI, para prevenção de infecções por HPV e cânceres relacionados. Em imunossuprimidos, a vacinação é ainda mais importante devido ao maior risco de infecção persistente e neoplasias.
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