UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Você é chamado pela enfermeira da sala de vacina na USF Jardim Marchesi para avaliar criança de 5 anos que veio para fazer dose de reforço das vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde. A enfermeira está em dúvida sobre a aplicação do reforço da tríplice viral e bacteriana, pois a criança é asmática e está fazendo uso de corticóide inalatório há uma semana. Assinale a alternativa que indique a orientação correta neste caso.
Corticosteroide inalatório em doses habituais NÃO contraindica vacinas de vírus vivos (tríplice viral) ou inativadas (tríplice bacteriana).
O uso de corticosteroide inalatório em doses habituais para controle da asma não é considerado uma imunossupressão significativa que contraindique a aplicação de vacinas, incluindo as de vírus vivos atenuados como a tríplice viral. A imunossupressão que contraindica vacinas de vírus vivos geralmente envolve corticosteroides sistêmicos em doses elevadas e por tempo prolongado.
A vacinação é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes na prevenção de doenças infecciosas. Em crianças com condições crônicas, como a asma, é fundamental garantir que o calendário vacinal esteja atualizado, pois essas crianças podem ter um risco aumentado de complicações por infecções respiratórias. No entanto, surgem dúvidas frequentes sobre a segurança da vacinação em pacientes que utilizam medicamentos imunossupressores. No caso de crianças asmáticas em uso de corticosteroide inalatório, é importante esclarecer que essa forma de tratamento, em doses habituais, não confere um grau de imunossupressão que contraindique a aplicação de vacinas. Isso se aplica tanto às vacinas de vírus vivos atenuados (como a tríplice viral - sarampo, caxumba e rubéola) quanto às vacinas inativadas (como a tríplice bacteriana - difteria, tétano e coqueluche). A contraindicação para vacinas de vírus vivos atenuados geralmente está associada ao uso de corticosteroides sistêmicos em doses elevadas e por tempo prolongado, ou a outras condições de imunodeficiência primária ou adquirida grave. Portanto, a orientação correta é proceder com a aplicação das vacinas recomendadas, sem a necessidade de suspender o corticosteroide inalatório ou adiar a vacinação, garantindo assim a proteção da criança contra doenças preveníveis por vacina.
Não, o uso de corticosteroide inalatório em doses habituais para o controle da asma não é uma contraindicação para a aplicação da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que é uma vacina de vírus vivos atenuados. A imunossupressão significativa que contraindica essas vacinas geralmente está associada ao uso de corticosteroides sistêmicos em altas doses e por tempo prolongado.
As principais condições de imunossupressão que contraindicam vacinas de vírus vivos atenuados incluem imunodeficiências primárias ou adquiridas graves (HIV sintomático), uso de corticosteroides sistêmicos em altas doses (ex: prednisona > 2 mg/kg/dia ou > 20 mg/dia por mais de 14 dias), quimioterapia, radioterapia, uso de imunobiológicos e transplantes de órgãos ou medula óssea. Cada caso deve ser avaliado individualmente.
Não, a vacina tríplice bacteriana (DTP ou DTPa) é uma vacina inativada e não possui restrições específicas para crianças asmáticas, mesmo aquelas em uso de corticosteroide inalatório. As vacinas inativadas não contêm vírus ou bactérias vivos e, portanto, não representam risco de infecção para pacientes imunocomprometidos.
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