Vacinação no Idoso: Regras do PNI e Indicações Específicas

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

As doenças infecciosas são responsáveis por elevadas taxas de morbidade, hospitalização e letalidade na população idosa. Assim, médicos e profissionais de saúde devem saber orientar adequadamente a vacinação. A respeito da vacinação nos idosos, o Programa Nacional de Imunização (PNI) recomenda que:

Alternativas

  1. A) A vacina da gripe (influenza) está indicada em dose única anual de rotina para todos os idosos. A vacina quadrivalente (contra 2 cepas de influenza A e 2 cepas de influenza B) é fornecida pelo SUS e disponibilizada nas Unidades Básicas de Saúde.
  2. B) A vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente está indicada para idosos de grupos especiais (ex. acamados), em 2 doses, com intervalo de 5 anos.
  3. C) A vacina de febre amarela está indicada em dose única para todos os idosos acima de 60 anos.
  4. D) A vacina de hepatite B é disponibilizada pelo SUS, está indicada de rotina, em 3 doses, no esquema 0-2-6 meses.

Pérola Clínica

Pneumo 23 → Indicada para idosos em condições especiais (acamados/ILPI), 2 doses com intervalo de 5 anos.

Resumo-Chave

O PNI recomenda a vacina pneumocócica 23-valente para idosos institucionalizados ou acamados, com um esquema de reforço após 5 anos, diferindo da rotina universal.

Contexto Educacional

A imunização do idoso é um pilar da medicina preventiva, visando reduzir complicações de doenças respiratórias e infecciosas crônicas. O PNI estabelece calendários específicos que os médicos devem dominar, diferenciando o que é rotina universal (como Influenza e Hepatite B) do que é indicado para grupos de risco ou condições sociais específicas (como a Pneumo 23). A vacina da Hepatite B é recomendada em 3 doses (0, 1 e 6 meses) para todos os idosos, independentemente da vulnerabilidade. Além disso, é fundamental compreender as contraindicações relativas, como no caso da febre amarela, onde a imunossenescência pode aumentar a reatogenicidade de vacinas de vírus vivo atenuado. O conhecimento dessas nuances é frequentemente cobrado em provas de residência, exigindo que o aluno saiba não apenas as vacinas, mas os intervalos e os critérios de elegibilidade do SUS.

Perguntas Frequentes

Quais idosos devem receber a vacina pneumocócica 23-valente pelo SUS?

Segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI), a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23) não é universal para todos os idosos saudáveis. Ela está indicada especificamente para idosos a partir de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência (ILPI), casas de repouso ou que estão acamados/hospitalizados. O esquema consiste em uma dose inicial seguida de um reforço após 5 anos.

Qual a diferença entre a vacina da gripe do SUS e da rede privada para idosos?

O SUS disponibiliza anualmente a vacina Influenza trivalente (contendo duas cepas de Influenza A e uma de Influenza B) para a população idosa. Na rede privada, é comum encontrar a vacina quadrivalente, que adiciona uma segunda cepa da linhagem B. Ambas são eficazes, mas o candidato deve saber que a oferta pública padrão é a trivalente.

Idosos podem tomar a vacina de febre amarela?

A vacinação contra febre amarela em indivíduos com 60 anos ou mais requer uma avaliação médica criteriosa de risco-benefício. Devido ao risco aumentado de eventos adversos graves (doença viscerotrópica aguda) nessa faixa etária, a vacina não é administrada de rotina sem essa avaliação prévia, especialmente em áreas sem transmissão ativa.

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