Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente de 54 anos de idade, com diagnóstico de Aids, sem outras comorbidades, está em tratamento com o seguinte esquema antirretroviral: tenofovir; lamivudina; dolutegravir; darunavir; e ritonavir. Ele possui última carga viral indetectável e dosagem de linfócitos T CD4 de 188 células por mm³ (19,1%), realizados recentemente, há menos de trinta dias. Procurou atendimento ambulatorial, pois tem dúvidas em relação às vacinas que poderia ou não receber. Perguntou sobre três vacinas, as quais refere nunca ter tomado: contra varicela; contra gripe (anual); e contra pneumococo (23valente). Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a(s) vacina(s) que o paciente pode receber.
HIV com CD4 < 200 células/mm³ → contraindicação vacinas de vírus vivos atenuados (ex: varicela).
Pacientes com HIV/AIDS e contagem de CD4 abaixo de 200 células/mm³ são considerados gravemente imunocomprometidos, o que contraindica vacinas de vírus vivos atenuados, como a da varicela. Vacinas inativadas, como a da gripe e a pneumocócica (polissacarídica 23-valente), são seguras e recomendadas.
A vacinação é um pilar fundamental na prevenção de infecções em pacientes com HIV/AIDS, um grupo particularmente vulnerável a doenças infecciosas. A decisão sobre quais vacinas administrar deve considerar o status imunológico do paciente, especialmente a contagem de linfócitos T CD4, que reflete o grau de imunocomprometimento. Pacientes com HIV e CD4 < 200 células/mm³ são considerados gravemente imunocomprometidos. Nesses casos, vacinas de vírus vivos atenuados (como varicela, SCR, febre amarela) são contraindicadas devido ao risco de doença disseminada. Vacinas inativadas, como as contra influenza e pneumococo, são seguras e altamente recomendadas, pois não contêm vírus vivos e não representam risco de infecção. O esquema vacinal para pacientes com HIV deve ser individualizado e seguir as diretrizes dos programas nacionais de imunização. A vacina da gripe deve ser administrada anualmente. Para pneumococo, geralmente se inicia com a vacina conjugada (PCV13) seguida pela polissacarídica (PPSV23) após um intervalo, oferecendo ampla proteção contra sorotipos comuns.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como a da varicela, febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola (SCR), são contraindicadas em pacientes com HIV e contagem de linfócitos T CD4 < 200 células/mm³.
A vacina da gripe (influenza) é inativada e, portanto, segura para pacientes com HIV, independentemente da contagem de CD4. É fortemente recomendada anualmente para prevenir complicações graves da gripe em um grupo de risco.
Pacientes com HIV têm maior risco de doença pneumocócica invasiva. A vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica) é crucial para reduzir esse risco, seguindo esquemas específicos para imunocomprometidos.
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