Vacinação em Crianças Expostas ao HIV: Guia Completo

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Criança de 15 meses é filha de mãe com infecção pelo HIV que realizou tratamento pré-natal irregular. A criança apresentou exames de carga viral do HIV indetectáveis ao nascimento, com 15 dias, com 6 semanas e com 12 semanas de vida. Comparece com a mãe na sala de vacina regularmente e hoje se apresenta para receber a imunização de rotina de 15 meses. Legenda: SCR: sarampo, caxumba e rubéola. VOP: vacina oral contra poliomielite. DPT: difteria, tétano e coqueluche. VIP: vacina inativada contra poliomielite. Entre as vacinas que poderão ser administradas estão:

Alternativas

  1. A) DPT, VIP, febre amarela, SCR.
  2. B) DPT, VOP, varicela, hepatite A.
  3. C) SCR, DPT, VOP, hepatite A.
  4. D) SCR, varicela, DPT, VIP.

Pérola Clínica

Criança exposta ao HIV com carga viral indetectável → pode receber vacinas de vírus vivo atenuado (SCR, Varicela).

Resumo-Chave

Crianças expostas ao HIV, mas não infectadas (com exames de carga viral indetectáveis), podem e devem receber o calendário vacinal de rotina, incluindo vacinas de vírus vivo atenuado como SCR e Varicela, desde que não apresentem imunodeficiência grave. A DPT e VIP são vacinas inativadas e seguras.

Contexto Educacional

A vacinação é um pilar fundamental na saúde de todas as crianças, incluindo aquelas expostas ou infectadas pelo HIV. O manejo vacinal em crianças expostas ao HIV requer atenção especial, mas é crucial para protegê-las contra doenças infecciosas. A principal distinção é entre crianças expostas (mas não infectadas) e crianças infectadas pelo HIV, e o grau de imunodeficiência presente. Crianças expostas ao HIV que não estão infectadas (com exames de carga viral indetectáveis, como no caso da questão) devem seguir o calendário vacinal de rotina, incluindo as vacinas de vírus vivo atenuado (SCR, varicela), pois seu sistema imunológico é competente. A VIP (vacina inativada contra poliomielite) é preferida em vez da VOP (oral, vírus vivo atenuado) para todas as crianças expostas ou infectadas, devido ao risco de reversão da virulência da VOP em imunocomprometidos. Para crianças infectadas pelo HIV, a decisão sobre vacinas de vírus vivo atenuado depende do seu status imunológico (contagem de CD4 e percentual). Em geral, se não houver imunodeficiência grave, essas vacinas podem ser administradas. Vacinas inativadas (DPT, VIP, Hepatite A, etc.) são seguras e recomendadas para todas as crianças, independentemente do status de HIV. A vacinação adequada é vital para reduzir a morbidade e mortalidade por doenças preveníveis por vacina nesta população vulnerável.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas de vírus vivo atenuado são contraindicadas para crianças infectadas pelo HIV com imunodeficiência grave?

Para crianças infectadas pelo HIV com imunodeficiência grave, as vacinas de vírus vivo atenuado, como SCR (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, febre amarela e BCG, são contraindicadas devido ao risco de doença disseminada.

Qual a importância da carga viral indetectável para a decisão de vacinar com vírus vivo atenuado em crianças expostas ao HIV?

A carga viral indetectável em crianças expostas ao HIV, mas não infectadas, indica que a criança não possui o vírus ativo, permitindo a administração de vacinas de vírus vivo atenuado, pois o risco de replicação viral descontrolada é mínimo.

Por que a vacina oral contra poliomielite (VOP) é geralmente evitada em crianças expostas ou infectadas pelo HIV?

A VOP é uma vacina de vírus vivo atenuado que pode causar poliomielite associada à vacina em indivíduos imunocomprometidos. Por isso, a vacina inativada contra poliomielite (VIP) é preferida para crianças expostas ou infectadas pelo HIV.

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