HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
A conduta mais adequada para um RN de 1.800g, cuja mãe é HbsAg (+), além de imunoglobulina específica, e em relação ao calendário de imunização, é fazer:
RN < 2000g mãe HbsAg (+) → Vacina Hepatite B + Imunoglobulina ao nascer; adiar BCG até > 2000g.
Recém-nascidos de mães HbsAg (+) devem receber a vacina contra Hepatite B e a imunoglobulina específica nas primeiras 12 horas de vida, independentemente do peso. No entanto, para RNs com peso < 2000g, a vacina BCG deve ser adiada até que atinjam 2000g ou 2 meses de idade.
A profilaxia da transmissão vertical do vírus da Hepatite B (VHB) é uma prioridade em saúde pública, dada a alta taxa de cronificação da infecção quando adquirida no período neonatal. Recém-nascidos de mães HbsAg positivas são considerados de alto risco e requerem uma intervenção imediata e específica para prevenir a infecção. A conduta padrão para esses RNs, independentemente do peso ao nascer, é a administração da primeira dose da vacina contra Hepatite B e da imunoglobulina humana anti-Hepatite B (IGHB) nas primeiras 12 horas de vida. Essa combinação oferece proteção passiva e ativa, sendo altamente eficaz na prevenção da infecção. A vacina de Hepatite B não deve ser adiada em RNs de baixo peso neste cenário. Em relação à vacina BCG, que previne formas graves de tuberculose, a recomendação atual para RNs com peso inferior a 2000g é adiar sua aplicação até que o bebê atinja 2000g ou 2 meses de idade. Isso se deve à imaturidade imunológica e ao risco aumentado de reações adversas em neonatos de muito baixo peso. Portanto, a prioridade é a proteção contra Hepatite B, enquanto a BCG é postergada até que o RN esteja mais robusto.
A administração precoce (nas primeiras 12 horas) da vacina e da imunoglobulina é crucial para prevenir a transmissão vertical do vírus da Hepatite B, que tem alta chance de cronificação em neonatos.
A vacina BCG é adiada em RNs com peso inferior a 2000g devido à menor resposta imunológica e ao maior risco de eventos adversos locais e sistêmicos nessa população.
O esquema inclui a dose ao nascer (junto com imunoglobulina), seguida de doses aos 1, 2 e 6 meses de idade. É importante verificar a soroconversão após o esquema completo.
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