UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Durante a assistência pré-natal de baixo risco de gestante com 20 semanas, o resultado do AgHBs (antígeno de superfície do vírus da hepatite B) foi não reagente e em sua carteira de vacinação não há registro de vacina contra hepatite B. A conduta em relação a essa imunização é
Gestante AgHBs não reagente e não vacinada → iniciar esquema de vacinação contra Hepatite B imediatamente.
A vacinação contra hepatite B é segura e recomendada para gestantes não imunes (AgHBs não reagente e sem histórico vacinal). O esquema deve ser iniciado o mais rápido possível durante o pré-natal para proteger a mãe e, indiretamente, o recém-nascido da transmissão vertical, que é uma das principais formas de aquisição da infecção crônica.
A imunização contra o vírus da hepatite B (HBV) é uma das intervenções mais eficazes na saúde pública, especialmente no contexto da gestação. A infecção pelo HBV durante a gravidez pode levar à transmissão vertical para o recém-nascido, resultando em infecção crônica em até 90% dos casos, com alto risco de cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta. Por isso, a triagem sorológica para hepatite B (AgHBs) é parte integrante do pré-natal. Quando uma gestante apresenta AgHBs não reagente e não possui histórico de vacinação, ela é considerada suscetível à infecção. Nesses casos, a conduta recomendada é iniciar o esquema de vacinação contra hepatite B o mais precocemente possível durante o pré-natal. A vacina é inativada, o que significa que não contém vírus vivo e é comprovadamente segura para gestantes e seus fetos, sem riscos de teratogenicidade ou outros eventos adversos graves. Para residentes, é crucial compreender a importância da vacinação na gestação, não apenas para a proteção materna, mas como uma estratégia fundamental para prevenir a transmissão vertical e suas graves consequências. O conhecimento do calendário vacinal da gestante e das condutas frente aos resultados sorológicos do HBV é um tópico frequente em provas e essencial para a prática clínica diária, garantindo uma assistência pré-natal completa e segura.
É crucial vacinar a gestante não imune para protegê-la da infecção pelo vírus da hepatite B durante a gravidez e, consequentemente, reduzir o risco de transmissão vertical para o recém-nascido. A transmissão vertical é a principal via de infecção crônica em crianças, com graves consequências a longo prazo.
Sim, a vacina contra hepatite B é uma vacina inativada e é considerada segura para ser administrada em qualquer trimestre da gravidez. Não há evidências de risco para a gestante ou para o feto, e os benefícios da proteção superam amplamente os riscos teóricos.
Se uma gestante apresenta AgHBs reagente, ela é portadora do vírus da hepatite B. Nesses casos, é fundamental monitorar a carga viral, avaliar a necessidade de tratamento antiviral e, principalmente, garantir que o recém-nascido receba imunoglobulina anti-hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
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