HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Uma mulher de 22 anos de idade recorre a uma consulta de ginecologia pela primeira vez. Trata-se de uma mulher com vida sexualmente ativa (monogâmica com relação estável) que utiliza como método contraceptivo o método da temperatura basal. Menarca aos 14 anos, data da última menstruação (DUM) há 34 dias, com períodos regulares de 28 dias. Nega hábitos toxicofílicos e não há história familiar relevante. Refere ter cumprido todo o programa vacinal recomendado, à exceção da vacina contra o HPV. No início deste ano, teve uma infecção por Clamídia. Para além da amenorreia, apresenta-se na consulta com alguns enjoos e sintomas urinários. Atualmente não toma nenhuma medicação. Ao exame físico e ecográfico, o seu médico diagnostica uma gravidez de início recente (1º trimestre). Qual destas abordagens não estaria recomendada?
Vacina HPV é contraindicada na gravidez; exames como rubéola, HIV e urina são recomendados no pré-natal.
Durante a gravidez, vacinas com vírus vivos atenuados ou que não têm dados de segurança suficientes, como a vacina contra o HPV, são geralmente contraindicadas. Exames de rastreio para infecções como rubéola e HIV, além de urocultura, são essenciais no pré-natal para identificar riscos e planejar intervenções.
O acompanhamento pré-natal é crucial para a saúde materno-fetal, envolvendo uma série de exames e orientações. A vacinação na gravidez segue diretrizes específicas, visando proteger a gestante e o feto sem riscos. Vacinas com vírus inativados, como a da gripe e dTpa, são recomendadas, enquanto as de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral e a vacina contra o HPV, são geralmente contraindicadas ou adiadas por precaução devido à ausência de dados de segurança robustos. A avaliação de infecções prévias ou atuais, como clamídia, rubéola e HIV, é fundamental. O rastreio para rubéola é importante devido ao risco de Síndrome da Rubéola Congênita, e o teste de HIV permite a profilaxia da transmissão vertical. A urocultura é essencial para detectar bacteriúria assintomática, que pode evoluir para pielonefrite e parto prematuro, sendo uma causa importante de morbidade materna e fetal. A conduta no pré-natal deve ser individualizada, considerando o histórico da paciente e os riscos potenciais. A educação da gestante sobre os métodos contraceptivos, histórico de ISTs e a importância do cumprimento do calendário vacinal adequado (fora da gestação) são componentes essenciais para a saúde reprodutiva e gestacional, garantindo um desfecho favorável.
Vacinas com vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e a vacina contra o HPV, são geralmente contraindicadas na gravidez devido ao risco teórico de infecção fetal. A vacinação deve ser adiada para o pós-parto.
No primeiro trimestre, são essenciais exames como tipagem sanguínea, sorologias para rubéola, HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, urocultura e hemograma completo. Estes exames rastreiam condições que podem afetar a gestação.
A vacina contra o HPV não é recomendada na gestação por falta de estudos conclusivos sobre sua segurança nesse período, embora não haja evidências de risco fetal. Por precaução, a vacinação é adiada para o período pós-parto.
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