SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Sobre assistência pré-natal, assinale a alternativa CORRETA.
Vacinas inativadas e de subunidade (ex: gripe, hepatite B, COVID-19) são seguras na gravidez; algumas vivas atenuadas (ex: febre amarela, poliomielite oral) podem ser indicadas em alto risco.
A vacinação é uma parte essencial do pré-natal, e muitas vacinas, incluindo as de vírus inativados ou de subunidade (como gripe, hepatite B, COVID-19) e algumas de vírus vivos atenuados em situações de alto risco (como febre amarela e poliomielite), são seguras e recomendadas durante a gravidez para proteger mãe e feto.
A assistência pré-natal de qualidade é fundamental para a saúde materno-infantil, e a vacinação desempenha um papel crucial nesse contexto. O objetivo é proteger a gestante e o feto contra doenças infecciosas que podem causar morbidade e mortalidade significativas. As vacinas são classificadas em inativadas (vírus ou bactérias mortos), de subunidade (partes do patógeno) e de vírus vivos atenuados. As vacinas inativadas e de subunidade são geralmente consideradas seguras na gravidez, pois não há risco de replicação viral ou bacteriana no feto. Entre as vacinas seguras e recomendadas na gestação estão as contra influenza (gripe), hepatite B, dTpa (difteria, tétano e coqueluche), e SARS-CoV-2 (COVID-19). Vacinas de vírus vivos atenuados, como febre amarela, poliomielite oral (VOP), sarampo, caxumba e rubéola (MMR), e varicela, são geralmente contraindicadas devido ao risco teórico de infecção fetal. No entanto, em situações de alto risco de exposição, como surtos ou viagens para áreas endêmicas, o benefício da vacinação pode superar o risco, e a decisão deve ser individualizada. É importante ressaltar que a alternativa A da questão afirma que "não há contraindicação" para uma lista de vacinas que inclui algumas de vírus vivos atenuados (febre amarela, poliomielite) e inativadas (raiva humana, SARS-CoV-2, gripe A, hepatite B, meningococo, pneumococo). Embora as inativadas sejam seguras, as de vírus vivos atenuados têm contraindicação relativa ou indicação restrita a situações de alto risco, o que torna a afirmação "não há contraindicação" tecnicamente imprecisa para todas elas. Contudo, no contexto de uma questão de múltipla escolha, se as outras alternativas são claramente incorretas, esta pode ser a "melhor" resposta, assumindo que as contraindicações relativas são consideradas em um contexto de risco-benefício. As outras alternativas (B, C, D, E) contêm erros factuais mais diretos e inequívocos em relação aos protocolos do Ministério da Saúde ou valores de referência.
As vacinas de vírus vivos atenuados são geralmente contraindicadas na gravidez devido ao risco teórico de infecção fetal, como a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e varicela, a menos que o risco de exposição seja muito alto.
As vacinas recomendadas de rotina incluem a dTpa (difteria, tétano e coqueluche) a partir da 20ª semana, influenza (gripe) anualmente e hepatite B para gestantes suscetíveis. A vacina contra COVID-19 também é fortemente recomendada.
A vacina contra febre amarela, embora seja de vírus vivo atenuado, pode ser indicada para gestantes que vivem ou viajam para áreas de alto risco de transmissão, onde o benefício da proteção supera o risco teórico para o feto.
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