UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Assinale a assertiva correta sobre vacinação na gestação, conforme orientações do Ministério da Saúde.
Vacinação COVID-19 em gestantes: Pfizer primeira escolha, CoronaVac segunda opção, conforme MS.
As orientações do Ministério da Saúde para vacinação em gestantes são dinâmicas e visam proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido. A vacina dTpa é essencial em cada gestação para a proteção contra coqueluche, e as vacinas contra COVID-19 são recomendadas, com prioridade para vacinas de mRNA.
A vacinação durante a gestação é uma estratégia fundamental de saúde pública para proteger tanto a gestante quanto o feto e o recém-nascido contra doenças infecciosas. As orientações do Ministério da Saúde são baseadas em evidências científicas e visam garantir a segurança e eficácia das imunizações. É crucial que profissionais de saúde estejam atualizados sobre o calendário vacinal específico para gestantes. A fisiopatologia da proteção fetal através da vacinação materna envolve a transferência passiva de anticorpos via placenta. Vacinas inativadas e de subunidades são geralmente seguras e recomendadas, enquanto vacinas de vírus vivos atenuados são contraindicadas na maioria dos casos. A vacina dTpa, por exemplo, é administrada em cada gestação para conferir proteção contra coqueluche ao recém-nascido, que ainda não pode ser vacinado. O tratamento e a prevenção de doenças infecciosas na gestação são complexos. A adesão ao calendário vacinal é um pilar da atenção pré-natal. Além da dTpa, a vacina contra influenza é fortemente recomendada. Para COVID-19, as vacinas de mRNA (Pfizer) são preferenciais, com a CoronaVac como alternativa. É essencial que a equipe de saúde oriente as gestantes sobre a importância e segurança da vacinação, desmistificando informações incorretas e garantindo a cobertura vacinal adequada.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é recomendada em toda gestação, preferencialmente entre a 20ª e a 36ª semana, para garantir a produção de anticorpos maternos que serão transferidos passivamente ao feto, protegendo o recém-nascido contra a coqueluche nos primeiros meses de vida, período de maior risco.
Vacinas de vírus vivos atenuados são geralmente contraindicadas na gestação devido ao risco teórico de infecção fetal. Exemplos incluem a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela e febre amarela (exceto em situações de alto risco e avaliação individual).
O Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra COVID-19 para gestantes, priorizando as vacinas de mRNA (Pfizer/BioNTech). Na ausência destas, a CoronaVac/Sinovac/Butantan é a segunda opção. A vacinação é crucial para proteger a gestante e o feto contra formas graves da doença.
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