Vacinação na Gestação: Recomendações do Ministério da Saúde

SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021

Enunciado

Primigesta de 20 anos, 1 Oª semana de gestação, compareceu à UBS para dar início ao pré-natal. Durante o preenchimento do cartão da gestante o médico aborda sobre o cartão de vacinação. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, vacinação de rotina para gestantes são:

Alternativas

  1. A) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), Vacina contra influenza (fragmentada), Vacina contra hepatite B.
  2. B) Vacina contra raiva humana, Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), Vacina contra influenza (fragmentada).
  3. C) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), Vacina contra influenza (fragmentada).
  4. D) Vacina dupla do tipo adulto - dT (difteria e tétano), Vacina contra influenza (fragmentada), Vacina contra hepatite B Vacina contra febre amarela (atenuada).

Pérola Clínica

Vacinas de rotina na gestação (MS): dT, Influenza (fragmentada) e Hepatite B.

Resumo-Chave

O Ministério da Saúde recomenda a vacinação de rotina para gestantes com dT (difteria e tétano), influenza (fragmentada) e hepatite B, visando proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido contra doenças preveníveis por vacinação. A dTpa (tríplice bacteriana acelular) é também indicada, substituindo uma dose de dT.

Contexto Educacional

A vacinação durante a gestação é uma estratégia de saúde pública de extrema importância, visando proteger tanto a mãe quanto o feto e o recém-nascido contra doenças infecciosas. O Ministério da Saúde do Brasil estabelece um calendário vacinal específico para gestantes, baseado na segurança e eficácia das vacinas para esse grupo. É fundamental que os profissionais de saúde que atuam no pré-natal estejam atualizados com essas recomendações para garantir a imunização adequada das gestantes. As vacinas de rotina recomendadas incluem a vacina dupla do tipo adulto (dT), que protege contra difteria e tétano. Além dela, a vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa) é crucial, geralmente administrada entre a 20ª e 36ª semana de gestação, para conferir proteção ao recém-nascido contra a coqueluche através da transferência passiva de anticorpos. A vacina contra influenza (fragmentada) é indicada anualmente, em qualquer idade gestacional, durante as campanhas de vacinação, devido ao risco aumentado de complicações da gripe na gravidez. Por fim, a vacina contra hepatite B é recomendada para gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto, protegendo contra a transmissão vertical do vírus. É importante ressaltar que vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a varicela, são geralmente contraindicadas na gestação devido ao risco teórico de infecção fetal. A vacina contra febre amarela também é de vírus vivo atenuado e deve ser evitada, sendo administrada apenas em situações de alto risco e após avaliação individualizada. O acompanhamento do cartão de vacinação e a orientação clara à gestante são pilares para um pré-natal seguro e completo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais objetivos da vacinação na gestação?

Os principais objetivos são proteger a gestante contra doenças que podem ser mais graves durante a gravidez, prevenir a transmissão vertical de infecções para o feto e recém-nascido, e conferir imunidade passiva ao bebê através de anticorpos maternos.

Em que período da gestação cada vacina de rotina é recomendada?

A vacina dT é recomendada a partir da 20ª semana (ou em qualquer momento se não vacinada), com a dTpa preferencialmente entre a 20ª e 36ª semana. A influenza é indicada em qualquer idade gestacional durante a campanha. A hepatite B é administrada em 3 doses, idealmente no início do pré-natal, se a gestante não for vacinada ou não tiver esquema completo.

Quais vacinas são contraindicadas na gestação e por quê?

Vacinas de vírus vivos atenuados, como sarampo, caxumba, rubéola (SCR), varicela e febre amarela, são geralmente contraindicadas na gestação devido ao risco teórico de infecção fetal. A vacina da febre amarela pode ser administrada em situações de alto risco e após avaliação médica.

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