UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Gestante, 27 anos de idade, vem à Unidade de Saúde de Família para sua primeira consulta pré-natal, apresentando idade gestacional de 6 semanas e 3 dias conforme data da última menstruação. História obstétrica G2 P1 A0, sendo o último parto, via vaginal, há 3 anos. Quando perguntada a respeito da situação vacinal, gestante informou que perdeu o cartão de vacina, mas afirma estar com todas as vacinas em dia, pois sua última gestação foi há três anos. No tocante à profilaxia de tétanos acidental e neonatal, assinale a alternativa CORRETA quanto à vacinação neste caso:
Gestante com histórico vacinal incerto → iniciar/completar esquema dT + dTpa > 20 semanas para proteção materno-fetal.
Em gestantes com histórico vacinal incerto ou incompleto para tétano, deve-se considerar a necessidade de iniciar ou completar o esquema com a vacina dT, administrando duas doses com intervalo adequado, e sempre incluir uma dose de dTpa a partir da 20ª semana de gestação para proteção do recém-nascido contra coqueluche e tétano.
A vacinação na gestação é um pilar fundamental do pré-natal, visando proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido contra doenças infecciosas. A imunização contra tétano e coqueluche é particularmente crítica, com o objetivo de prevenir o tétano neonatal, uma condição grave e frequentemente fatal, e a coqueluche, que pode ser devastadora para lactentes jovens. O Ministério da Saúde preconiza um calendário vacinal específico para gestantes, que deve ser rigorosamente seguido. Para a profilaxia do tétano, a vacina dT (dupla adulto) é indicada. Em casos de histórico vacinal desconhecido ou incompleto, a gestante deve receber duas doses da dT com intervalo mínimo de 30 dias, iniciando o mais cedo possível. Além disso, a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é recomendada em toda gestação, idealmente entre a 20ª e a 36ª semana, para garantir a transferência de anticorpos maternos contra a coqueluche para o feto, protegendo o recém-nascido nos primeiros meses de vida. A perda do cartão vacinal não deve ser um impeditivo para a vacinação. Nesses casos, a conduta é considerar a gestante como não vacinada e iniciar ou completar o esquema conforme as diretrizes. A vacinação é segura e eficaz, e a adesão a essas recomendações é crucial para a saúde materno-infantil, reduzindo significativamente a morbimortalidade por essas doenças preveníveis por vacina.
Gestantes com cartão vacinal perdido ou esquema incompleto devem receber duas doses da vacina dT com intervalo de 30 a 60 dias, iniciando o mais precocemente possível na gestação.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) deve ser administrada a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre 27 e 36 semanas, em toda gestação, independentemente do histórico vacinal anterior.
A dTpa protege o recém-nascido contra coqueluche e tétano neonatal. Os anticorpos maternos transferidos passivamente via placenta conferem imunidade ao bebê nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.
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