UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Primigesta de 25 anos, hígida, idade gestacional = 19 semanas, retorna à consulta de Pré-natal com os seguintes exames laboratoriais: HBsAG = não reagente; Anti-HBc = não reagente; rubéola IgM = não reagente; IgG = não reagente. Tem histórico vacinal desconhecido. As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde são:
Gestante com sorologia negativa e histórico desconhecido → Vacinas: Hepatite B, Influenza, dTpa.
A vacinação na gestação é crucial para proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido. A dTpa protege contra coqueluche, tétano e difteria, sendo essencial para a imunidade passiva do bebê. A vacina contra rubéola (tríplice viral) é contraindicada na gestação por ser de vírus vivo atenuado.
A vacinação durante a gestação é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando proteger tanto a mãe quanto o feto e o recém-nascido contra doenças infecciosas. O Ministério da Saúde estabelece um calendário específico, que inclui vacinas seguras e eficazes para esse período, como a Hepatite B, Influenza e a dTpa. A imunização da gestante confere proteção passiva ao bebê através da transferência placentária de anticorpos, especialmente importante para doenças como a coqueluche, que pode ser grave em lactentes jovens. A avaliação do histórico vacinal e da sorologia da gestante é essencial para determinar as vacinas necessárias. No caso da Hepatite B, se a gestante não for reagente para HBsAg e Anti-HBc, e não tiver histórico vacinal, a vacina é indicada. A vacina contra a Influenza é recomendada anualmente em qualquer idade gestacional, devido ao maior risco de complicações da gripe em gestantes. A dTpa é crucial para prevenir a coqueluche no recém-nascido, sendo administrada preferencialmente entre a 27ª e 36ª semana de gestação. É imperativo lembrar que vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a varicela, são contraindicadas durante a gestação devido ao risco teórico de teratogenicidade. Caso a gestante não seja imune à rubéola, por exemplo, a vacinação deve ser postergada para o pós-parto imediato. O conhecimento aprofundado do calendário vacinal gestacional é crucial para a prática clínica e para as provas de residência médica.
As vacinas recomendadas para gestantes no Brasil incluem Hepatite B, Influenza e dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto). A dTpa é crucial para proteger o recém-nascido contra coqueluche.
A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é contraindicada na gravidez por ser composta de vírus vivos atenuados, o que representa um risco teórico de infecção fetal. Ela deve ser administrada no pós-parto, se indicada.
A vacina dTpa é recomendada a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre a 27ª e a 36ª semana, para garantir a transferência de anticorpos ao feto e protegê-lo contra a coqueluche nos primeiros meses de vida.
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