IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2020
Gestante de 24 semanas comparece a avaliação pré-natal preocupada com seu cartão de vacinas, uma vez que irá viajar para o Mato Grosso na próxima semana, área considerada endêmica para febre amarela. Ao checar o cartão, você percebe que a mesma foi vacinada para febre amarela em 2011 e 2018, três doses da anti tetânica, com última dose em 2016 e duas doses completas de hepatite B, no ano de 2001. Ao checar exames, percebe que ela não apresenta exame anti HBS. O que você irá sugerir a ela, nesse momento?
Gestante 24 sem: Febre Amarela (FA) contraindicada se já vacinada/área endêmica; dTpa na 27-36 sem; Hepatite B esquema incompleto/sem anti-HBs → completar.
A gestante já possui duas doses de vacina para febre amarela, o que confere proteção, e a vacinação durante a gestação é contraindicada, exceto em situações de alto risco e após avaliação médica. O esquema de tétano está completo, mas a vacina dTpa é recomendada entre 27-36 semanas. Para hepatite B, duas doses não completam o esquema (são 3), e a ausência de anti-HBs sugere necessidade de reforço ou complementação.
A imunização durante a gestação é uma estratégia crucial para proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido contra doenças infecciosas. O calendário vacinal da gestante deve ser cuidadosamente avaliado em cada consulta de pré-natal, considerando o histórico vacinal da paciente e a situação epidemiológica local. A vacina contra febre amarela, por ser de vírus vivo atenuado, é geralmente contraindicada na gestação, exceto em situações de risco epidemiológico elevado e após discussão dos riscos e benefícios. Para a vacina dTpa, a recomendação é administrá-la entre a 27ª e a 36ª semana de gestação para garantir a transferência de anticorpos maternos ao feto, protegendo-o da coqueluche nos primeiros meses de vida. Em relação à hepatite B, o esquema vacinal completo consiste em três doses. Se a gestante tiver um esquema incompleto ou não apresentar soroconversão (anti-HBs negativo), as doses faltantes devem ser administradas. A vacina contra hepatite B é segura e eficaz na gestação, sendo fundamental para prevenir a transmissão vertical do vírus.
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado e geralmente contraindicada na gestação. É considerada apenas em situações de alto risco de exposição em áreas endêmicas, após avaliação individualizada do risco-benefício.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é recomendada para gestantes entre a 27ª e a 36ª semana de gestação, preferencialmente na 27ª a 32ª semana, para proteger o recém-nascido contra a coqueluche.
Se a gestante tiver esquema vacinal incompleto ou não apresentar anti-HBs positivo após a vacinação, deve-se completar o esquema com as doses restantes. A vacina contra hepatite B é segura na gestação.
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