Vacinação na Gestação: Guia Essencial para Residentes

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020

Enunciado

Oferecer e fazer possível a imunização contra doenças infecciosas acessível a todas as mulheres envolve significativa responsabilidade ética para todos os membros do sistema de saúde, especialmente para o ginecologista e obstetra que ocupa posição de destaque importante na assistência às mulheres. Em relação à vacina, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A)  Gestante 30 anos, com 15 semanas, com biópsia de colo uterino compatível com lesão de alto grau NIC II, deve ser vacinada com a vacina do HPV, durante a gestação, para evitar progressão de lesão.
  2. B)  Gestante de 22 semanas, moradora da cidade de São Paulo, cidade com epidemia de sarampo, deve ser recomendada a receber a tríplice viral, visto o risco de contrair a doença.
  3. C)  Gestante, 16 semanas, refere ter feito 3 doses da vacina de hepatite B. Em exames de pré-natal apresenta o anti-HBS < 10 UI/mL, por já ter feito as 3 doses, não há indicação de reforço durante o pré-natal.
  4. D)  Gestante 17 semanas, com esquema incompleto de vacinação antitetânica, o obstetra indica completar calendário vacinal com a dT e pelo menos uma dose de dTPa.
  5. E)  Gestante de 18 semanas de gestação comparece à UBS para receber e a vacina da influenza, porém, por ter vírus vivo atenuado, é contraindicada na gestação, podendo ser feita após o parto.

Pérola Clínica

Gestante com esquema antitetânico incompleto → completar com dT e 1 dose de dTpa (preferencialmente 20-36 semanas).

Resumo-Chave

A vacinação na gestação é crucial para proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido. A dTpa é indicada para prevenir coqueluche no bebê, e o esquema antitetânico deve ser completado com dT se incompleto, garantindo imunidade passiva.

Contexto Educacional

A imunização durante a gestação é um pilar fundamental da saúde materno-infantil, visando proteger tanto a gestante quanto o feto e o recém-nascido de doenças infecciosas. O ginecologista e obstetra desempenha um papel crucial na orientação e aplicação do calendário vacinal, garantindo que a mulher receba as vacinas indicadas e evite as contraindicadas. A compreensão das indicações, contraindicações e o momento ideal de cada vacina é essencial para a prática clínica segura e eficaz. A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é fortemente recomendada para gestantes entre a 20ª e a 36ª semana de gestação, independentemente do histórico vacinal anterior, para conferir proteção passiva ao recém-nascido contra a coqueluche. A vacina contra influenza (gripe), que é inativada, também é indicada em qualquer trimestre da gestação durante a campanha anual. Vacinas de vírus vivo atenuado, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina contra o HPV, são contraindicadas na gestação e devem ser administradas antes ou após o período gestacional. O manejo do esquema vacinal antitetânico em gestantes com esquema incompleto envolve a administração de doses de dT (difteria e tétano) para completar o esquema, além de uma dose de dTpa. A avaliação do anti-HBS para Hepatite B é importante, e se os níveis forem <10 UI/mL, um reforço pode ser considerado, especialmente se a gestante estiver em risco. A educação da gestante sobre a importância da vacinação e a segurança das vacinas recomendadas é vital para a adesão e o sucesso das campanhas de imunização.

Perguntas Frequentes

Quais vacinas são recomendadas para gestantes?

As vacinas recomendadas incluem dTpa (difteria, tétano e coqueluche), influenza (gripe) e, em situações específicas, Hepatite B e outras. A dTpa é fundamental para proteger o recém-nascido contra a coqueluche.

Por que a vacina dTpa é importante na gestação?

A vacina dTpa é crucial para a gestante porque os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos para o feto, oferecendo proteção passiva ao recém-nascido contra a coqueluche, uma doença grave em lactentes.

Quais vacinas são contraindicadas na gravidez?

Vacinas de vírus vivo atenuado, como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina contra o HPV, são geralmente contraindicadas na gestação devido ao risco teórico de infecção fetal.

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