UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
Com relação às demandas de saúde na atenção primária à saúde (APS), relacionadas às doenças infecciosas e transmissíveis, julgue o item que se segue. Grávidas devem vacinar-se contra o sarampo apenas em caso de surto vigente no país, pois, nessas circunstâncias, os benefícios superam os riscos.
Vacinas de vírus vivo (ex: Sarampo/SCR) são CONTRAINDICADAS na gestação, mesmo em surtos.
Vacinas de vírus vivo atenuado, como a tríplice viral (SCR), não devem ser administradas em gestantes pelo risco teórico de transmissão vertical do vírus vacinal ao feto.
A imunização durante a gestação foca na proteção materna e na transferência passiva de anticorpos para o feto. Vacinas de vírus vivo atenuado, como a Tríplice Viral (Sarampo, Caxumba e Rubéola), são formalmente contraindicadas devido ao potencial risco de replicação viral no tecido fetal. Em cenários de surto, a estratégia de saúde pública foca no bloqueio vacinal dos contatos e na vigilância epidemiológica rigorosa. Se uma gestante for vacinada inadvertidamente, não se recomenda a interrupção da gravidez, mas sim o acompanhamento pré-natal especializado para monitorar possíveis intercorrências, embora o risco real documentado seja extremamente baixo. A educação em saúde deve enfatizar a vacinação pré-concepcional para garantir a imunidade antes da gestação.
A vacina contra o sarampo (tríplice viral) utiliza vírus vivos atenuados. Existe um risco teórico de que o vírus vacinal atravesse a placenta e cause infecção fetal ou malformações, embora não haja evidências definitivas de danos. Por precaução, o Ministério da Saúde e sociedades científicas contraindicam sua administração durante toda a gestação, recomendando que mulheres em idade fértil evitem engravidar por pelo menos 30 dias após a vacinação.
Em caso de exposição de gestantes suscetíveis ao vírus do sarampo, a conduta indicada não é a vacinação, mas sim a profilaxia pós-exposição com imunoglobulina padrão. A administração deve ocorrer preferencialmente em até 6 dias após o contato para prevenir ou atenuar a gravidade da doença, já que a infecção natural por sarampo na gravidez está associada a riscos elevados de parto prematuro e perda fetal.
As vacinas recomendadas rotineiramente para gestantes são as de vírus inativados ou toxoides: Influenza (em qualquer idade gestacional), Hepatite B (se suscetível) e dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular, a partir da 20ª semana). Vacinas de vírus vivo, como febre amarela, só são consideradas em situações de altíssimo risco epidemiológico após avaliação criteriosa de risco-benefício, ao contrário da tríplice viral que permanece contraindicada.
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