SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
Sobre o calendário vacinal na gestação, assinale a alternativa CORRETA:
Gestante: Vacinas de vírus vivo (ex: Febre Amarela) são contraindicadas, exceto em alto risco epidemiológico.
O calendário vacinal da gestante prioriza proteção neonatal (DTpA para coqueluche) e segurança materna. Vacinas de vírus vivo são evitadas pelo risco teórico ao feto.
O manejo vacinal durante o período gravídico é um pilar da assistência pré-natal, visando tanto a proteção da gestante quanto a imunização passiva do feto. As vacinas inativadas, como Influenza e Hepatite B, são seguras e incentivadas. A vacina DTpA é mandatória em cada gestação para prevenir a coqueluche neonatal. Por outro lado, vacinas de vírus vivo atenuado (Tríplice Viral, Varicela, Febre Amarela) são evitadas pelo risco potencial de infecção fetal. A vacina contra o HPV, embora inativada, não é recomendada durante a gestação por falta de dados robustos de segurança, devendo-se suspender o esquema e retomá-lo no puerpério.
A vacina DTpA (Difteria, Tétano e Coqueluche acelular) deve ser administrada em cada gestação, idealmente entre a 20ª e 36ª semana, independentemente do histórico vacinal prévio. O objetivo principal é a transferência transplacentária de anticorpos maternos contra a Bordetella pertussis para o feto, conferindo imunidade passiva ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade para complicações graves da coqueluche.
A vacina contra Febre Amarela é composta por vírus vivo atenuado e, por isso, é geralmente contraindicada durante a gestação devido ao risco teórico de transmissão vertical do vírus vacinal. No entanto, em situações de surto ou viagem inevitável para áreas de alta endemicidade onde o risco da doença supera o risco vacinal, a administração pode ser considerada após avaliação criteriosa de risco-benefício.
Sim, a vacina contra Hepatite B é segura e recomendada para gestantes que não possuem esquema vacinal completo ou que apresentam sorologia negativa (anti-HBs negativo). A proteção materna é fundamental para prevenir a transmissão vertical do vírus da hepatite B (HBV), que ocorre principalmente durante o parto e está associada a um alto risco de cronificação da infecção no recém-nascido.
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