UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Gestante de 23 anos, primigesta, comparece à sua segunda consulta pré-natal de risco habitual e relata que perdeu sua caderneta de vacinação da infância, não sabendo informar sobre seu estado vacinal e apresentando somente os comprovantes de vacinas para Influenza e COVID-19, realizadas no mês anterior. Diante do caso, as vacinas recomendadas para essa mulher durante o pré-natal são:
Gestante com caderneta perdida → vacinar para Hepatite B (3 doses) e dTpa (1 dose a partir 20ª sem).
Em gestantes com histórico vacinal desconhecido, é crucial iniciar ou completar o esquema vacinal para proteção da mãe e do feto. As vacinas de Hepatite B e dTpa (tríplice bacteriana acelular) são prioritárias, sendo a dTpa essencial para prevenir coqueluche no recém-nascido.
A vacinação durante a gestação é uma estratégia fundamental de saúde pública para proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido contra doenças infecciosas. Em casos de histórico vacinal desconhecido, a conduta é considerar a gestante como não vacinada e iniciar os esquemas recomendados, exceto para vacinas de vírus vivos atenuados. As vacinas prioritárias no pré-natal incluem a vacina contra Hepatite B, administrada em três doses, e a vacina tríplice bacteriana acelular (dTpa), que protege contra difteria, tétano e coqueluche. A dTpa é particularmente importante para prevenir a coqueluche grave no recém-nascido, que ainda não completou seu próprio esquema vacinal, através da transferência passiva de anticorpos maternos. Além dessas, as vacinas contra Influenza e COVID-19 são recomendadas em qualquer trimestre da gestação, conforme a sazonalidade e as diretrizes atuais. É essencial que o profissional de saúde oriente a gestante sobre a importância da vacinação e garanta o acesso a essas imunizações, contribuindo para um pré-natal seguro e a saúde materno-infantil.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) e varicela, são contraindicadas durante a gestação devido ao risco teórico de infecção fetal.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é recomendada a partir da 20ª semana de gestação, preferencialmente entre a 27ª e a 36ª semana, para garantir a transferência de anticorpos ao feto e protegê-lo da coqueluche.
A vacina de Hepatite B é crucial para proteger a gestante e prevenir a transmissão vertical do vírus para o recém-nascido, que pode resultar em infecção crônica e complicações hepáticas graves na criança.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo