HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
T.D.J., 32 anos, GII PI 1C há 2 anos, idade gestacional de 22 semanas, residente na capital de São Paulo, vem à consulta de pré-natal referindo dúvidas com relação à vacinação. A médica constata ausência da vacina de febre amarela e da de gripe do ano corrente. Ainda, as sorologias demonstravam susceptibilidade à hepatite B, IgG e IgM negativos para rubéola. A paciente relata ter recebido vacina do tétano na gestação anterior.Com relação ao caso, assinale a alternativa correta.
Vacinas de vírus vivo (tríplice viral, febre amarela) são contraindicadas na gestação → indicar no puerpério para mulheres suscetíveis.
Na gestação, priorizam-se vacinas inativadas como a dTpa (em toda gestação a partir de 20 semanas) e a da Influenza. Vacinas de vírus vivo, como a Tríplice Viral (sarampo, caxumba, rubéola), são contraindicadas e devem ser administradas no puerpério, se necessário.
A imunização durante a gestação é uma estratégia de saúde pública fundamental para proteger tanto a mãe quanto o feto e o recém-nascido contra doenças infecciosas. O princípio geral é administrar vacinas que ofereçam benefícios claros que superem os riscos teóricos, priorizando vacinas inativadas, de toxoides ou de subunidades proteicas, e evitando, como regra, as vacinas de vírus vivos atenuados devido ao risco teórico de infecção fetal. O calendário vacinal da gestante no Brasil, recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), inclui vacinas essenciais. A vacina contra Influenza (gripe) é recomendada em qualquer idade gestacional para proteger a gestante de formas graves da doença. A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), que protege contra difteria, tétano e coqueluche, deve ser administrada a partir da 20ª semana em *toda* gestação, independentemente do histórico vacinal prévio, com o objetivo principal de transferir anticorpos anti-pertussis para o feto. A vacina contra Hepatite B (recombinante) é indicada para gestantes suscetíveis. Por outro lado, vacinas de vírus vivos são contraindicadas durante a gravidez. A principal delas é a Tríplice Viral (SCR - sarampo, caxumba e rubéola), que deve ser administrada no puerpério para mulheres suscetíveis, a fim de prevenir a síndrome da rubéola congênita em futuras gestações. A vacina contra a febre amarela, também de vírus vivo, só deve ser considerada em gestantes que vivem ou se deslocarão para áreas de alto risco de transmissão, após uma criteriosa avaliação de risco-benefício. A atualização do cartão vacinal no puerpério é uma janela de oportunidade crucial para garantir a proteção da mulher e, indiretamente, do lactente.
As vacinas recomendadas de rotina para todas as gestantes são a dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto), a partir da 20ª semana de gestação, e a vacina contra a Influenza (gripe), que pode ser administrada em qualquer idade gestacional. A vacina contra Hepatite B é recomendada se a gestante for suscetível.
A vacina dTpa é repetida em cada gestação para maximizar a produção de anticorpos maternos contra a coqueluche (pertussis) e garantir uma transferência passiva eficaz para o feto através da placenta. Isso protege o recém-nascido nos primeiros meses de vida, quando ele ainda não pode ser vacinado e é mais vulnerável à doença.
A vacina de febre amarela, por ser de vírus vivo atenuado, é geralmente contraindicada. No entanto, sua administração deve ser considerada em situações de alto risco de exposição, como surtos na região de moradia ou viagem inevitável para área endêmica. A decisão é baseada em uma análise de risco-benefício individualizada.
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