HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2017
Em casos humanos suspeitos e/ou confirmados de febre amarela ou da comprovação de circulação viral em vetores, deve-se adotar medidas de controle pela vigilância epidemiológica da região. Qual é a medida de controle mais importante nesse caso?
Febre Amarela: A vacinação é a medida de controle mais importante para prevenir a doença e surtos.
A vacinação é a medida de controle mais eficaz e importante contra a febre amarela, pois confere imunidade duradoura e é fundamental para a prevenção de surtos e a proteção individual e coletiva.
A febre amarela é uma doença viral aguda, febril e hemorrágica, transmitida por mosquitos, que representa um sério problema de saúde pública em regiões tropicais da África e América do Sul. A doença pode variar de quadros leves a formas graves com icterícia, hemorragias e alta letalidade. No Brasil, a transmissão é predominantemente silvestre, envolvendo primatas não humanos e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Diante da suspeita ou confirmação de casos humanos ou da circulação viral em vetores, a vigilância epidemiológica deve ser intensificada. Embora a notificação imediata, o controle vetorial (especialmente do Aedes aegypti em áreas urbanas para evitar a reurbanização da doença) e a educação em saúde sejam importantes, a vacinação é, de longe, a medida de controle mais eficaz e prioritária. A vacina contra a febre amarela é segura e altamente imunogênica, conferindo proteção duradoura com uma única dose. A imunização em massa e a vacinação seletiva em áreas de risco são estratégias cruciais para prevenir surtos, proteger a população e conter a disseminação da doença, sendo a principal ferramenta para a saúde pública no combate à febre amarela.
No ciclo silvestre, os principais vetores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. No ciclo urbano, o vetor é o Aedes aegypti, embora este ciclo não seja registrado no Brasil desde 1942.
A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos que vivem em áreas de mata (Haemagogus e Sabethes) e afeta principalmente primatas não humanos e humanos que adentram essas áreas. A febre amarela urbana é transmitida pelo Aedes aegypti em cidades, mas não há casos registrados no Brasil há décadas.
A vacinação é recomendada para residentes e viajantes para áreas com risco de transmissão. Uma única dose da vacina confere proteção duradoura, geralmente considerada vitalícia pela OMS, embora reforços possam ser indicados em situações específicas.
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