SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
O paciente esplenectomizado deverá receber vacina com cobertura para germes encapsulados. São eles:
Esplenectomizados → Vacinar contra germes encapsulados: Pneumococo, Meningococo, Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
Pacientes esplenectomizados ou com asplenia funcional têm alto risco de infecções graves e fulminantes por germes encapsulados, devido à perda da função de filtração e produção de anticorpos da cápsula. A vacinação contra Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae tipo b e Neisseria meningitidis é crucial para prevenir essas infecções.
A esplenectomia, seja cirúrgica ou funcional (como na anemia falciforme), confere um risco significativamente aumentado de infecções graves e fulminantes, especialmente por microrganismos encapsulados. O baço desempenha um papel crucial na imunidade, atuando na filtração de microrganismos do sangue e na produção de anticorpos específicos contra as cápsulas polissacarídicas bacterianas. Os principais germes encapsulados que representam uma ameaça para pacientes asplênicos são o Streptococcus pneumoniae (pneumococo), o Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e a Neisseria meningitidis (meningococo). A infecção por esses patógenos pode evoluir rapidamente para uma síndrome de sepse fulminante pós-esplenectomia (SSFP), com alta morbidade e mortalidade. A vacinação é a principal medida preventiva e deve ser realizada de forma rigorosa. Recomenda-se a vacina pneumocócica (conjugada e polissacarídica), a vacina contra Haemophilus influenzae tipo b e as vacinas meningocócicas (conjugadas e, em alguns casos, a de polissacarídeos). O esquema vacinal e o momento da administração (idealmente pré-esplenectomia eletiva ou logo após em casos de emergência) são cruciais para conferir proteção adequada. Além da vacinação, a profilaxia antibiótica contínua em alguns casos e a educação do paciente sobre os sinais de infecção são importantes.
O baço é fundamental na defesa contra germes encapsulados, pois filtra o sangue, remove bactérias e produz anticorpos contra suas cápsulas. Sem o baço, há uma deficiência na resposta imune a esses patógenos.
Os três principais são Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e Neisseria meningitidis (meningococo).
Idealmente, as vacinas devem ser administradas pelo menos 2 semanas antes da cirurgia para permitir tempo para o desenvolvimento da resposta imune. Se a esplenectomia for de emergência, a vacinação deve ser feita o mais rápido possível após a estabilização do paciente.
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