UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Mayara, 28 anos, gestante em pré-natal de baixo risco, com acompanhamento no PSF-Santa Efigênia. Em idade gestacional de 28 semanas, segundo filho, sendo seu último parto há 4 anos. Seu exame obstétrico é compatível com a idade gestacional, traz cartão de vacinas com esquemas vacinais completos. Observou-se que a última vacina administrada foi uma dose de reforço de dt, ainda na outra gestação. Com base nesse caso, considerando o Programa Nacional de Imunização e a atual situação vacinal da gestante, qual a conduta adequada a ser tomada?
Gestante (20-36 semanas) sem dTpa prévia → vacinar dTpa imediatamente para proteção neonatal contra coqueluche.
A vacina dTpa é recomendada para todas as gestantes entre 20 e 36 semanas de gestação, independentemente do histórico vacinal anterior, para conferir proteção passiva ao recém-nascido contra a coqueluche.
A vacinação durante a gestação é uma estratégia fundamental de saúde pública, visando proteger tanto a mãe quanto o feto/recém-nascido contra doenças infecciosas. A vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa), que protege contra difteria, tétano e coqueluche, é de extrema importância nesse contexto. A coqueluche, em particular, pode ser devastadora para lactentes jovens, com altas taxas de hospitalização e mortalidade, especialmente nos primeiros meses de vida, antes que o bebê complete seu esquema vacinal. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a administração da vacina dTpa em todas as gestantes, idealmente entre a 20ª e a 36ª semana de gestação. O objetivo principal é a imunização passiva do recém-nascido. Ao vacinar a mãe nesse período, há tempo suficiente para que ela produza anticorpos e os transfira para o feto através da placenta. Esses anticorpos maternos protegem o bebê nos primeiros meses de vida, quando ele é mais vulnerável à coqueluche e ainda não pode receber a vacina diretamente. No caso clínico apresentado, a gestante está na 28ª semana e sua última vacina dT foi em gestação anterior. Isso não confere proteção adequada contra coqueluche para o bebê atual, pois os níveis de anticorpos diminuem e a dT não contém o componente pertussis acelular. Portanto, a conduta correta é a vacinação imediata com dTpa. É crucial que residentes compreendam que a dTpa deve ser administrada em cada gestação, independentemente do histórico vacinal prévio, para garantir a máxima proteção neonatal contra a coqueluche.
A principal razão é a proteção do recém-nascido contra a coqueluche (pertussis), uma doença grave em lactentes jovens. A vacinação da gestante permite a transferência passiva de anticorpos maternos via placenta, conferindo imunidade ao bebê nos primeiros meses de vida, antes que ele possa ser vacinado.
A vacina dTpa é recomendada para ser administrada entre a 20ª e a 36ª semana de gestação. Este período otimiza a transferência de anticorpos para o feto, garantindo níveis protetores ao nascimento.
Sim, a vacina dTpa deve ser administrada em cada gestação, independentemente do histórico vacinal anterior. Isso garante que o recém-nascido receba a proteção máxima contra a coqueluche, pois os níveis de anticorpos diminuem com o tempo.
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