HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Gestante, 23 anos, G2Pn1AO, IG:20+2 por ultrassonografia realizada com 10 semanas, comparece à segunda consulta de pré-natal, assintomática, para mostrar resultados de exames laboratoriais realizados no primeiro trimestre. Hemograma completo normal; tipagem saunguínea O; Rh positivo; eletroforese de Hb AA; glicose de jejum 90 mg/dL; EQU normal; urocultura negativa; sorologias negativas. Conforme a carteira de vacinação, realizou as três doses de DT com 19 anos e reforço com DTPa há 1 ano; realizou três doses da vacina para hepatite B em 2018. Nessa consulta, foram solicitados hemograma, EQU e urocultura com teste. Em relação ao caso, deve-se solicitar ainda: I. Ecografia obstétrica com avaliação da morfologia fetal e medida da transluscência nucal, entre 20 e 24 semanas. II. Teste de tolerância oral de glicose, entre 18 e 22 semanas, período de pico do hormônio lactogênio placentário, que aumenta a resistência à insulina. III. A realização da vacina da DTPa nesta gestação, mesmo a paciente tendo realizado um reforço há 1 ano. Está/Estão correta(s) apenas a(s) alternativa(s)
Gestante: DTPa em CADA gestação, idealmente 27-36 sem, independente de vacina prévia, para proteger o RN.
A vacina DTPa deve ser administrada em *cada* gestação, entre a 27ª e a 36ª semana, para garantir a transferência de anticorpos contra coqueluche ao recém-nascido, protegendo-o nos primeiros meses de vida.
O pré-natal de baixo risco visa monitorar a saúde da gestante e do feto, identificar precocemente possíveis complicações e oferecer orientações e intervenções preventivas. A vacinação é um pilar fundamental desse cuidado, especialmente para proteger o recém-nascido de doenças graves. A coqueluche, por exemplo, pode ser fatal em neonatos, e a imunização materna é a principal estratégia de prevenção. A vacina DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é recomendada para todas as gestantes, em *cada* gestação, independentemente do histórico vacinal prévio. O objetivo é induzir a produção de anticorpos maternos que serão transferidos passivamente para o feto através da placenta, conferindo proteção ao recém-nascido nos primeiros meses de vida, antes que ele possa receber sua própria vacinação. O período ideal para a administração é entre a 27ª e a 36ª semana de gestação. Além da vacinação, outros exames importantes no pré-natal incluem a ultrassonografia morfológica fetal, realizada entre 20 e 24 semanas para avaliar a anatomia do feto, e o rastreamento para diabetes gestacional, feito com o Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) entre 24 e 28 semanas, e não entre 18 e 22 semanas como sugerido na alternativa incorreta.
A vacina DTPa é recomendada em cada gestação para garantir a transferência de anticorpos maternos contra a coqueluche ao feto, protegendo o recém-nascido nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade.
O período ideal para a administração da vacina DTPa na gestação é entre a 27ª e a 36ª semana, preferencialmente na 27ª a 32ª semana, para otimizar a transferência de anticorpos.
No segundo trimestre, são essenciais a ultrassonografia morfológica fetal (entre 20-24 semanas) e o rastreamento para diabetes gestacional com Teste de Tolerância Oral à Glicose (TTOG) entre 24-28 semanas.
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