UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Sobre a criança vivendo com o HIV é CORRETO afirmar:
Criança com HIV: vacinas inativadas conforme PNI; BCG e vacinas vivas atenuadas contraindicadas se imunodeficiência grave.
Crianças vivendo com HIV podem e devem receber vacinas inativadas conforme o calendário do PNI. Vacinas vivas atenuadas (como BCG, rotavírus, febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola) são contraindicadas em casos de imunodeficiência grave.
A imunização é um pilar fundamental na saúde de crianças vivendo com HIV, visando protegê-las contra infecções oportunistas e outras doenças preveníveis por vacinas. O manejo vacinal deve ser cuidadosamente planejado, considerando o estado imunológico da criança. A fisiopatologia da infecção por HIV leva a uma imunodeficiência progressiva, que afeta a resposta a vacinas e aumenta o risco de infecções graves. Por isso, as vacinas com vírus inativados (que não contêm o patógeno vivo) são seguras e recomendadas, seguindo o calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI), muitas vezes com doses adicionais ou esquemas diferenciados para garantir uma resposta imune adequada. Em contraste, as vacinas com vírus vivos atenuados (como BCG, rotavírus, SCR/MMR, febre amarela) são contraindicadas em crianças com imunodeficiência grave, devido ao risco de replicação descontrolada do vírus vacinal e desenvolvimento da doença. A avaliação do status imunológico (contagem de CD4 e carga viral) é crucial para determinar a segurança dessas vacinas. A amamentação é formalmente contraindicada em mães com HIV, independentemente da carga viral, para prevenir a transmissão vertical.
Vacinas com vírus vivos atenuados, como BCG, rotavírus, febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola (SCR/MMR), são contraindicadas para crianças com HIV que apresentem imunodeficiência grave. A decisão deve ser baseada na avaliação do status imunológico.
Sim, as vacinas inativadas (ex: DTP, Hib, Hepatite B, Pneumocócica, Meningocócica, Influenza) são seguras e recomendadas para crianças vivendo com HIV, devendo seguir o calendário do PNI, pois conferem proteção importante contra infecções. Esquemas com doses adicionais podem ser necessários.
A amamentação é contraindicada para mães vivendo com HIV, independentemente da carga viral, devido ao risco de transmissão vertical do vírus para o bebê. Recomenda-se o uso de fórmula infantil como alternativa segura.
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