UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Linda, de 23 anos e Marcos de 29 anos, moram em Belém, mas viajarão em 30 dias para um curso de pós-graduação que Marcos fará em São Paulo. Eles tem uma filhinha de 6 meses chamada Luana. Estão com medo do surto de sarampo que ocorre em São Paulo e procuram o médico da saúde da família para orientação sobre a vacina. Eles perderam o cartão e não sabem se tomaram vacina. O médico da família deve recomendar que:
Bebê < 1 ano em área de risco/viagem → dose zero tríplice viral. Adultos sem comprovação → 2 doses da tríplice viral.
Em situações de surto ou viagem para áreas de alto risco, a dose zero da vacina tríplice viral é recomendada para lactentes de 6 a 11 meses. Para adultos sem histórico vacinal ou sorologia, o esquema completo de duas doses da tríplice viral é essencial, com a primeira dose administrada o mais rápido possível e a segunda após 30 dias, idealmente antes da viagem.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Apesar de ser prevenível por vacinação, surtos ainda ocorrem globalmente, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal. A doença é caracterizada por febre, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular, podendo levar a complicações graves como pneumonia, encefalite e óbito, principalmente em crianças pequenas e imunocomprometidos. O diagnóstico do sarampo é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos, mas a confirmação laboratorial por sorologia (IgM) ou RT-PCR é fundamental para vigilância epidemiológica. A vacinação é a principal medida de controle e prevenção. O calendário vacinal regular prevê a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) aos 12 meses e a segunda dose (tetra viral ou tríplice) aos 15 meses. Em situações de surto ou viagem para áreas de risco, a 'dose zero' é recomendada para lactentes de 6 a 11 meses, visando proteção precoce. Para adultos sem histórico vacinal ou sorologia, o esquema de duas doses da tríplice viral é indicado. A vacinação pré-viagem deve ser planejada com antecedência, garantindo que a primeira dose seja administrada pelo menos 15 dias antes da partida para permitir a produção de anticorpos. A adesão rigorosa aos calendários vacinais e às recomendações específicas para surtos é vital para a erradicação da doença e proteção da saúde pública.
A dose zero da vacina tríplice viral é indicada para lactentes de 6 a 11 meses de idade que residem ou viajarão para áreas com surto ativo de sarampo. Essa dose adicional visa conferir proteção precoce, mas não substitui as doses do calendário regular aos 12 e 15 meses.
Adultos sem comprovação vacinal ou sorologia positiva para sarampo devem receber duas doses da vacina tríplice viral, com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Em caso de viagem para área de risco, a primeira dose deve ser administrada pelo menos 15 dias antes da partida.
A vacinação antes de viajar para áreas de surto é crucial para prevenir a infecção e a disseminação do sarampo. A doença é altamente contagiosa e pode ter complicações graves, sendo a vacina a forma mais eficaz de proteção individual e coletiva, especialmente em contextos de alta circulação viral.
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