FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Em relação à dose zero da vacina contra o sarampo para crianças menores de um ano de idade, conforme orientações do Ministério da Saúde, é correto afirmar que a dose zero:
Dose zero sarampo (6-11m) não substitui doses de rotina (12m e 15m) do calendário nacional.
A dose zero é uma estratégia de intensificação vacinal para lactentes entre 6 e 11 meses e 29 dias, visando proteção precoce em cenários de circulação viral, sem invalidar o esquema básico.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, que pode evoluir com complicações graves como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças desnutridas ou menores de um ano. A estratégia da 'dose zero' baseia-se na necessidade de interromper a cadeia de transmissão em cenários epidemiológicos de risco elevado. Fisiopatologicamente, lactentes jovens possuem anticorpos transplacentários que podem neutralizar o vírus vacinal, reduzindo a taxa de soroconversão. Por esse motivo, a imunização definitiva é realizada após os 12 meses de idade. A dose zero atua como uma barreira temporária de proteção individual e coletiva durante períodos de circulação ativa do vírus no território nacional.
A dose zero é uma dose adicional da vacina contra o sarampo (geralmente tríplice ou dupla viral) recomendada pelo Ministério da Saúde para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias. Ela foi implementada como resposta a surtos da doença, visando proteger a faixa etária mais vulnerável a complicações graves. É importante ressaltar que essa dose não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Imunização aos 12 meses (tríplice viral) e aos 15 meses (tetra viral ou tríplice + varicela).
Não. A dose zero é considerada uma dose extra e não é contabilizada para o esquema vacinal de rotina. Mesmo que a criança tenha recebido a dose zero, ela deve obrigatoriamente receber a primeira dose aos 12 meses (respeitando um intervalo mínimo de 30 dias após a dose zero) e a segunda dose aos 15 meses. A eficácia da vacina antes dos 12 meses pode ser reduzida pela presença de anticorpos maternos, por isso a necessidade de repetir o esquema após o primeiro ano de vida.
Conforme as orientações técnicas, utiliza-se preferencialmente a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). No entanto, em situações específicas de logística ou disponibilidade, a vacina dupla viral (sarampo e rubéola) também pode ser empregada para cumprir o objetivo de proteção contra o componente sarampo. A escolha depende das notas técnicas vigentes do Ministério da Saúde e da disponibilidade local de imunobiológicos.
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