PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2020
O Ministério da Saúde tem alertado que a baixa cobertura vacinal é responsável pela disseminação do sarampo em território nacional. Mesmo frente à situação atual de surtos pelo Brasil, as baixas coberturas vacinais ainda persistem em alguns municípios. Analise as afirmações a seguir: I - Dupla viral - Protege do vírus do sarampo e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto; Tríplice viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba e rubéola; Tetra viral - Protege do vírus do sarampo, caxumba, rubéola e varicela. II - Febre por mais de 3 dias, após o aparecimento do exantema, é um sinal de alerta e pode indicar o aparecimento de complicações dentre as quais as neurológicas. III - Gestantes não vacinadas e/ou histórico vacinal desconhecido devem ser vacinadas. IV - Lactentes, cujas mãe já tiveram sarampo ou foram vacinadas, podem ter imunidade passiva conferida por anticorpos transmitidos pela via transplacentária. Essa imunidade é transitória e pode perdurar até o final do 1º ano de vida, razão pela qual pode haver interferência na resposta à vacinação em menores de 12 meses de vida. Escolha a alternativa CORRETA:
Sarampo: Dupla/Tríplice/Tetra viral protegem. Febre >3d pós-exantema = alerta. GESTANTES NÃO VACINAR (vírus vivo). Imunidade passiva <12m interfere vacina.
As vacinas contra sarampo (dupla, tríplice, tetra viral) têm composições e usos específicos. Febre prolongada após o exantema é um sinal de complicação. É crucial lembrar que gestantes não devem ser vacinadas com vacinas de vírus vivos atenuados. A imunidade passiva materna pode interferir na resposta vacinal em lactentes menores de 12 meses.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus RNA da família Paramyxoviridae. Caracteriza-se por febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema maculopapular que se inicia na face e se espalha pelo corpo. A baixa cobertura vacinal tem sido um fator crítico para a reemergência e disseminação da doença em território nacional, tornando a vacinação a principal medida de controle. Existem diferentes tipos de vacinas que protegem contra o sarampo: a dupla viral (sarampo e rubéola), a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). A dupla viral é particularmente importante para o bloqueio vacinal em situações de surto. É fundamental estar atento aos sinais de alerta para complicações, como febre persistente por mais de 3 dias após o aparecimento do exantema, que pode indicar o desenvolvimento de encefalite, pneumonia ou otite média. Um ponto crucial é a contraindicação da vacinação com vírus vivos atenuados (como a tríplice viral) em gestantes, devido ao risco teórico de teratogenicidade. Além disso, a imunidade passiva conferida por anticorpos maternos pode interferir na resposta vacinal em lactentes menores de 12 meses, o que justifica o esquema vacinal com a primeira dose aos 12 meses, com doses adicionais em situações de surto ou viagens.
A dupla viral protege contra sarampo e rubéola. A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A tetra viral protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. A dupla viral pode ser usada para bloqueio vacinal em surtos.
Gestantes não devem ser vacinadas com vacinas de vírus vivos atenuados, como a tríplice viral, devido ao risco teórico de teratogenicidade. A vacinação é contraindicada durante a gravidez, e a mulher deve ser orientada a evitar a gravidez por 30 dias após a vacinação.
Lactentes recebem anticorpos maternos via transplacentária, conferindo imunidade passiva transitória que pode perdurar até o final do primeiro ano de vida. Essa imunidade pode interferir na resposta à vacinação em menores de 12 meses, por isso a primeira dose da vacina tríplice viral é geralmente recomendada aos 12 meses de idade.
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