HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Mulher, 30 anos de idade, comparece no setor de vacinação da Unidade Básica de Saúde para obter informações sobre as idades e doses da vacina contra o HPV. Foi diagnosticada com HIV há 4 anos, em uso de Antirretrovirais (ARV) com carga viral indetectável há 12 meses. De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), por meio da Nota Técnica (NT) nº 41/2024, a mulher apresentada
Imunossuprimidos (HIV+, transplantados) → Vacina HPV com 3 doses (0, 2, 6 meses) até os 45 anos, independente do CD4.
Pacientes vivendo com HIV têm maior risco de persistência do HPV e desenvolvimento de neoplasias associadas. Por isso, o PNI recomenda um esquema vacinal estendido (3 doses) e com faixa etária ampliada (até 45 anos) para garantir uma resposta imunológica mais robusta e duradoura.
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma estratégia fundamental de saúde pública para a prevenção de diversos tipos de câncer, como o de colo de útero, ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil estabelece diretrizes específicas para a vacinação, que foram atualizadas para abranger populações especiais com maior risco. Pessoas vivendo com HIV (PVHIV) e outros imunossuprimidos, como transplantados e pacientes oncológicos, apresentam uma resposta imune celular deficiente, o que aumenta o risco de a infecção pelo HPV se tornar persistente e progredir para lesões precursoras de câncer. Reconhecendo essa vulnerabilidade, as recomendações para este grupo são diferenciadas. A Nota Técnica nº 41/2024 do Ministério da Saúde ampliou a indicação da vacina para homens e mulheres imunossuprimidos de 9 a 45 anos de idade. O esquema vacinal para essa população é de três doses (0, 2 e 6 meses), diferentemente do esquema padrão para adolescentes imunocompetentes. Essa dose adicional visa otimizar a resposta imunológica e garantir níveis de anticorpos protetores mais elevados e sustentados. A indicação independe da contagem de células T-CD4 ou do status da carga viral, reforçando a segurança e a importância da vacina como medida profilática primária neste grupo de alto risco.
O esquema recomendado para pessoas vivendo com HIV, entre 9 e 45 anos, é de 3 doses, com os intervalos de 0, 2 e 6 meses. Isso visa garantir uma soroconversão adequada nessa população.
A faixa etária é ampliada devido ao maior risco de infecção persistente pelo HPV e desenvolvimento de cânceres relacionados. A vacinação oferece proteção mesmo em indivíduos mais velhos com imunossupressão.
Não. A vacina é recomendada para todas as pessoas vivendo com HIV na faixa etária preconizada, independentemente da contagem de linfócitos T-CD4 ou da carga viral. Trata-se de uma vacina inativada, segura para imunossuprimidos.
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