Saúde do Adolescente na APS: Vacinação HPV e Cuidados

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Os adolescentes fazem parte de um público especial que pouco frequenta os serviços de saúde, mas que possuem peculiaridades do ciclo de vida importantes de serem abordadas pela equipe de saúde na Atenção Primária à Saúde (APS). Para o acompanhamento desse público, é adequado

Alternativas

  1. A) recomendar vacinação de meninas e meninos contra o HPV, com idades de 9 a 14 anos e de 11 a 14 anos respectivamente.
  2. B) consultar os adolescentes, acompanhados dos pais ou responsáveis, até que completem 18 anos de idade.
  3. C) recomendar coleta de citologia oncótica para rastreio do câncer de colo do útero em adolescentes com vida sexual ativa.
  4. D) consultar os adolescentes com rotina anual de exames laboratoriais, visto a prevalência crescente de obesidade infanto-juvenil.

Pérola Clínica

Vacina HPV: meninas 9-14 anos, meninos 11-14 anos (esquema PNI Brasil).

Resumo-Chave

O acompanhamento de adolescentes na APS deve focar em ações de promoção e prevenção específicas para essa faixa etária. A vacinação contra o HPV é uma das intervenções mais importantes, com idades-alvo bem definidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para garantir a máxima eficácia na prevenção do câncer de colo de útero e outras doenças relacionadas ao HPV.

Contexto Educacional

A adolescência é uma fase de transição com particularidades físicas, psicológicas e sociais que exigem uma abordagem específica nos serviços de saúde. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel crucial na promoção da saúde, prevenção de doenças e identificação precoce de problemas nesse grupo, que muitas vezes tem baixa adesão aos serviços de saúde. É fundamental que a equipe de saúde esteja preparada para acolher e orientar esses jovens. Entre as ações prioritárias para a saúde do adolescente, a vacinação se destaca. A vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) é uma ferramenta poderosa na prevenção de cânceres relacionados ao vírus, como o câncer de colo de útero, ânus, orofaringe e verrugas genitais. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabelece idades específicas para a vacinação de meninas (9 a 14 anos) e meninos (11 a 14 anos), visando a máxima eficácia antes do início da vida sexual. Outros pontos importantes incluem o aconselhamento sobre saúde sexual e reprodutiva, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), uso de substâncias, saúde mental e hábitos de vida saudáveis. É crucial desmistificar a necessidade de exames laboratoriais de rotina sem indicação clínica e respeitar a autonomia do adolescente, garantindo um ambiente de confiança e confidencialidade. Residentes devem dominar essas diretrizes para oferecer um cuidado integral e eficaz a essa população.

Perguntas Frequentes

Qual a recomendação atual para a vacinação contra o HPV em adolescentes no Brasil?

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14 anos. O esquema vacinal consiste em duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas.

Quando é indicado o rastreamento para câncer de colo de útero em adolescentes?

O rastreamento de câncer de colo de útero (citologia oncótica) não é recomendado de rotina para adolescentes, mesmo com vida sexual ativa. No Brasil, o rastreamento populacional inicia-se aos 25 anos de idade para mulheres que já iniciaram atividade sexual.

Os adolescentes precisam estar acompanhados dos pais para consultas na APS?

A autonomia do adolescente em saúde é um tema complexo. Para a maioria das consultas de rotina, o acompanhamento dos pais é bem-vindo. No entanto, para questões sensíveis como saúde sexual e reprodutiva, o adolescente tem direito à confidencialidade e pode ser atendido sem a presença dos pais, respeitando-se a legislação e a ética médica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo