HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2026
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014, como estratégia adicional de prevenção primária ao câncer de colo uterino. De acordo com o calendário nacional atual de imunização, como deve ser prescrita a vacina quadrivalente do HPV (4HPV) para uma criança hígida de 9 anos de idade que irá tomá-la pelo SUS?
HPV no SUS (9-14 anos) = Dose Única (esquema atualizado 2024).
O Ministério da Saúde adotou a dose única para a vacina HPV em 2024 para aumentar a cobertura vacinal, baseando-se em evidências de imunogenicidade robusta em jovens.
A vacinação contra o HPV é um pilar da prevenção primária do câncer de colo do útero, além de prevenir cânceres de pênis, ânus, orofaringe e verrugas genitais. A vacina distribuída pelo SUS é a quadrivalente (4HPV). Em abril de 2024, o Brasil seguiu a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotou o esquema de dose única para o público-alvo principal de 9 a 14 anos. Essa mudança visa otimizar recursos e facilitar a logística de vacinação nas escolas e unidades de saúde, combatendo as baixas coberturas vacinais observadas nos últimos anos. É crucial que o médico residente esteja atualizado, pois esquemas de 2 ou 3 doses para crianças hígidas nesta faixa etária agora são considerados condutas desatualizadas no âmbito do SUS.
De acordo com a atualização de 2024 do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a dose única é indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos de idade. O objetivo é simplificar o esquema vacinal e aumentar a adesão, garantindo proteção contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, responsáveis pela maioria dos casos de câncer de colo de útero e verrugas anogenitais.
Sim. O esquema de dose única não se aplica a indivíduos imunocomprometidos (como pessoas vivendo com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos) na faixa de 9 a 45 anos. Para esses grupos, o esquema permanece sendo de 3 doses (0, 2 e 6 meses), devido à necessidade de uma resposta imune mais robusta para garantir a soroconversão e proteção a longo prazo.
Estudos validados pela OMS e pelo grupo SAGE demonstram que uma única dose da vacina HPV oferece proteção comparável a duas ou três doses em indivíduos imunocompetentes antes do início da vida sexual. A resposta de anticorpos é duradoura e suficiente para prevenir a infecção persistente pelos tipos oncogênicos do vírus, justificando a mudança estratégica na saúde pública brasileira.
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