Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Em 2024 comemorou-se os 10 anos de introdução no Sistema Único de Saúde da vacina contra o HPV para adolescentes. Sobre a vacinação contra o HPV atualmente recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações, assinale a afirmativa correta:
Vacina HPV no SUS = Dose única (9-14 anos) e esquemas especiais para grupos de risco como usuários de PrEP.
O PNI atualizou a estratégia para dose única em adolescentes saudáveis e expandiu o uso para grupos de alto risco, incluindo usuários de PrEP a partir de 15 anos.
A vacinação contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes para a eliminação do câncer de colo do útero e outros tumores anogenitais. No Brasil, a vacina quadrivalente protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18. A recente inclusão de usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) no grupo prioritário reconhece o maior risco de coinfecções sexualmente transmissíveis nessa população. A estratégia de dose única visa otimizar recursos e aumentar a cobertura vacinal, que historicamente enfrenta desafios na segunda dose. Para adolescentes em uso de PrEP, a vacinação é uma ferramenta essencial de prevenção combinada, integrando o cuidado à saúde sexual e reprodutiva no SUS.
A principal mudança adotada pelo Ministério da Saúde em 2024 foi a transição do esquema de duas doses para dose única da vacina HPV quadrivalente para meninos e meninas de 9 a 14 anos. Essa decisão baseia-se em evidências científicas e recomendações da OMS que demonstram que uma única dose oferece proteção robusta e duradoura contra os principais tipos de HPV causadores de câncer, facilitando a adesão e a cobertura vacinal.
Não, a vacina contra o HPV não é recomendada para gestantes. Se uma adolescente engravidar durante o esquema vacinal, as doses restantes devem ser adiadas para o período pós-parto. No entanto, se a vacina for administrada inadvertidamente durante a gestação, não há evidências de danos ao feto que justifiquem a interrupção da gravidez, apenas o acompanhamento pré-natal habitual.
O esquema de 3 doses (0, 2 e 6 meses) permanece indicado para pessoas de 9 a 45 anos que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea, e pacientes oncológicos. Além disso, vítimas de violência sexual também possuem protocolos específicos de imunização para garantir a máxima proteção possível devido à vulnerabilidade.
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