UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
Sobre imunização em pessoas idosas, NÃO é correto afirmar:
História prévia de herpes zoster é uma INDICAÇÃO para a vacina, não uma contraindicação, visando prevenir recorrências e neuralgia pós-herpética.
A imunidade celular contra o vírus Varicela-Zoster, responsável pelo herpes zoster, diminui com a idade (imunossenescência). Portanto, mesmo quem já teve a doença se beneficia da vacinação para reforçar a imunidade e reduzir o risco de novos episódios, que podem ser mais graves.
A imunização em pessoas idosas é um pilar da geriatria preventiva, fundamental para reduzir a morbimortalidade por doenças infecciosas. O processo de envelhecimento do sistema imune, conhecido como imunossenescência, leva a uma resposta menos eficaz a novas infecções e à reativação de patógenos latentes, como o vírus Varicela-Zoster (VZV). O herpes zoster, ou cobreiro, é causado pela reativação do VZV. A incidência e a gravidade da doença, bem como sua principal complicação, a neuralgia pós-herpética, aumentam drasticamente com a idade. A vacinação é a principal estratégia de prevenção. É um erro comum pensar que um episódio prévio de zoster contraindica a vacina; na verdade, a história pregressa é uma forte indicação, pois a imunidade natural é insuficiente para prevenir recorrências a longo prazo. O calendário vacinal do idoso, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e sociedades de especialidades, inclui a vacina anual contra influenza, a vacina pneumocócica, reforços da dupla adulto (dT) e, de forma recomendada, a vacina contra herpes zoster. O manejo correto dessas imunizações é essencial na prática clínica para promover um envelhecimento saudável e prevenir desfechos desfavoráveis.
As principais vacinas são a Influenza (anual), a Pneumocócica (esquemas com VPC13 e VPP23), a dT (reforço contra difteria e tétano a cada 10 anos), a de Hepatite B (se não vacinado previamente) e a contra Herpes Zoster.
Porque a imunidade natural adquirida após um episódio de zoster decai com o tempo, especialmente em idosos. A vacina atua como um reforço (booster) para a imunidade celular específica contra o vírus, diminuindo significativamente o risco de recorrência e de neuralgia pós-herpética.
A vacinação anual contra a gripe em idosos é crucial para prevenir complicações graves como pneumonia bacteriana secundária, descompensação de doenças crônicas (cardíacas, pulmonares), hospitalizações e óbito.
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