Vacinação contra Hepatite B: Indicações e Riscos Sexuais

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 34 anos, HIV negativo, relata múltiplos parceiros e uso irregular de preservativos. Qual vacina deve ser prioritariamente atualizada?

Alternativas

  1. A) dTpa.
  2. B) Hepatite A.
  3. C) Hepatite B.
  4. D) Influenza.

Pérola Clínica

Comportamento de risco para IST (múltiplos parceiros) → Priorizar vacinação contra Hepatite B.

Resumo-Chave

A vacinação contra Hepatite B é uma medida prioritária de saúde pública para indivíduos com múltiplos parceiros sexuais, visando prevenir a transmissão viral crônica e suas complicações.

Contexto Educacional

A vacinação é um dos pilares da prevenção combinada contra ISTs. No Brasil, a vacina contra Hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para todas as faixas etárias, independentemente de condições de vulnerabilidade. No entanto, em pacientes com múltiplos parceiros e uso irregular de preservativos, a busca ativa e a atualização vacinal tornam-se imperativas. A Hepatite B é 50 a 100 vezes mais infectante que o HIV. A imunização eficaz não apenas protege o indivíduo, mas também contribui para a imunidade coletiva, reduzindo a circulação do vírus na comunidade. Em provas de residência, o foco costuma ser na identificação de grupos prioritários e no conhecimento do calendário vacinal do adulto.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema vacinal da Hepatite B para adultos?

O esquema padrão para adultos consiste em três doses, aplicadas no intervalo de 0, 1 e 6 meses. Em pacientes imunodeprimidos ou com insuficiência renal crônica, o esquema pode exigir doses dobradas e quatro aplicações (0, 1, 2 e 6 meses), conforme avaliação médica e protocolos específicos do PNI.

Por que a Hepatite B é prioritária em relação à Hepatite A neste caso?

Embora ambas sejam importantes, a Hepatite B é classicamente reconhecida como uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) com alta carga viral em fluidos sexuais. Além disso, a Hepatite B pode evoluir para formas crônicas, cirrose e carcinoma hepatocelular, enquanto a Hepatite A é geralmente autolimitada e transmitida principalmente pela via fecal-oral.

É necessário realizar sorologia após a vacinação?

Para a população geral, não se recomenda a realização rotineira do anti-HBs pós-vacinal. No entanto, para grupos de maior risco de exposição (profissionais de saúde, vítimas de violência sexual, parceiros de portadores de HBV) ou imunossuprimidos, a sorologia deve ser feita entre 30 a 60 dias após a última dose para confirmar a soroconversão (anti-HBs > 10 mUI/mL).

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