INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Médica com 24 anos de idade, recém-formada em escola do Sudeste brasileiro, foi convocada pelo Exército para servir, durante o próximo ano, na base da segunda maior e mais populosa cidade do Acre, na Região Norte do país. Ela comparece à Unidade Básica de Saúde para se vacinar contra febre amarela. Como o médico deve orientar a paciente?
Febre amarela → vacina ≥ 10 dias antes da viagem; válida por toda a vida (OMS).
Para viagens a áreas endêmicas, a vacinação contra febre amarela deve ocorrer pelo menos 10 dias antes para garantir a imunidade protetora.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por mosquitos (Haemagogus e Sabethes no ciclo silvestre; Aedes aegypti no ciclo urbano). O Acre é uma área de recomendação de vacina (ACRV). A vacina é altamente eficaz (>95% de soroconversão). Além da imunização, o médico deve orientar sobre outras arboviroses e doenças endêmicas da região amazônica, como a malária e a leishmaniose. O uso de repelentes com DEET (20-25%), Icaridina ou IR3535, além de roupas que cubram a maior parte do corpo, são medidas complementares indispensáveis para o profissional que atuará nessas regiões.
O prazo mínimo recomendado é de 10 dias antes do deslocamento para a área de risco. Esse é o tempo necessário para que o organismo produza níveis protetores de anticorpos neutralizantes após a administração da vacina de vírus vivo atenuado.
De acordo com as diretrizes atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde do Brasil, uma única dose da vacina contra febre amarela é considerada suficiente para conferir imunidade vitalícia para a maioria das pessoas. Não se recomenda mais o reforço decenal rotineiro para viajantes, exceto em situações epidemiológicas muito específicas ou se a primeira dose foi aplicada em crianças muito pequenas.
Diferente da febre amarela, não existe vacina para malária disponível na rotina. No Brasil, a quimioprofilaxia (uso de medicamentos para prevenir a doença) não é rotineiramente recomendada para viajantes nacionais devido aos efeitos colaterais e ao risco de resistência. A orientação principal é a proteção contra picadas (repelentes, mosquiteiros) e o diagnóstico precoce ao primeiro sinal de febre.
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