Vacina da Dengue no SUS: Estratégia e Critérios Atuais

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025

Enunciado

Em relação à vacinação contra a dengue no Brasil, em seu estágio inicial, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Deverá cobrir toda a população adulta brasileira.
  2. B) Será ofertada apenas para crianças até 10 anos de idade.
  3. C) Será disponibilizada para municípios com características epidemiológicas graves (incidência maior de casos graves e formas hemorrágicas) e para adolescentes de 10 a 14 anos.
  4. D) A ampla vacinação reduzirá os cuidados e esforços dispensados ao controle do vetor.
  5. E) A necessidade de três doses no calendário vacinal diminui a cobertura do programa de vacinação.

Pérola Clínica

Vacinação inicial contra dengue no SUS → Foco em adolescentes (10-14 anos) de municípios com alta carga da doença.

Resumo-Chave

A estratégia inicial de vacinação contra a dengue no Brasil prioriza a faixa etária de 10 a 14 anos por concentrar o maior número de hospitalizações. A seleção de municípios baseia-se em critérios epidemiológicos para maximizar o impacto em saúde pública com a disponibilidade limitada de doses.

Contexto Educacional

A incorporação da vacina contra a dengue (Qdenga, TAK-003) no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um marco na saúde pública brasileira. Trata-se de uma vacina de vírus atenuado, tetravalente, aprovada para uso em indivíduos de 4 a 60 anos, independentemente de exposição prévia ao vírus. O esquema vacinal consiste em duas doses com intervalo de três meses. Devido à capacidade limitada de produção do fabricante, o Ministério da Saúde definiu uma estratégia de vacinação gradual e focada. A fase inicial prioriza a faixa etária de 10 a 14 anos, que concentra um alto número de hospitalizações por dengue. Além disso, a distribuição das doses é direcionada a municípios com características epidemiológicas de maior risco, como alta incidência e circulação de múltiplos sorotipos. É crucial entender que a vacinação é uma estratégia complementar e não elimina a necessidade das ações de controle vetorial. O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, permanece como a principal medida para a prevenção e controle dessas doenças. A integração entre vacinação e controle do vetor é a abordagem mais eficaz para reduzir o impacto da dengue na população.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para um município ser considerado prioritário para a vacinação da dengue?

Os municípios são selecionados com base em critérios epidemiológicos, como altas taxas de incidência de dengue nos últimos anos, predominância do sorotipo DENV-2 e maior número de hospitalizações, especialmente em crianças e adolescentes, visando maximizar o impacto da vacinação.

Por que a faixa etária de 10 a 14 anos foi escolhida para a fase inicial da vacinação?

Essa faixa etária foi definida como prioritária por apresentar um elevado número de hospitalizações por dengue no Brasil. A estratégia visa proteger o grupo com maior risco de desenvolver formas graves da doença, otimizando o uso das doses disponíveis.

A vacina contra a dengue substitui as medidas de controle do Aedes aegypti?

Não. A vacinação é uma importante ferramenta adicional de prevenção, mas não substitui as medidas de controle vetorial. O combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti, como eliminar criadouros de água parada, continua sendo fundamental para o controle da dengue e de outras arboviroses.

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