INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Criança, com 15 meses de idade, foi à Unidade Básica de Saúde para receber as vacinas do Programa Nacional de Imunização. A mãe da criança perguntou se ele podia tomar todas as vacinas, porque seu filho mais velho, de 10 anos de idade, encontra-se em tratamento quimioterápico para leucose aguda. Qual a conduta recomendada?
Contato com imunossuprimido → Trocar VOP (Sabin) por VIP (Salk) para evitar transmissão viral.
Vacinas de vírus vivos atenuados, como a VOP, podem causar excreção viral e infectar contatos imunossuprimidos. A VIP (inativada) é a alternativa segura e obrigatória nesses casos.
O manejo vacinal de contatos domiciliares de pacientes imunocomprometidos exige cautela específica com vacinas de agentes vivos. No caso da poliomielite, a substituição da VOP pela VIP é mandatória para prevenir a paralisia vacinal no paciente vulnerável. Esta conduta é uma norma estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pelos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
A vacina oral contra poliomielite (VOP) contém vírus vivo atenuado que é excretado nas fezes por várias semanas. Em indivíduos imunossuprimidos, o contato com esse vírus vacinal pode levar ao desenvolvimento da poliomielite paralítica associada à vacina, uma complicação grave e potencialmente fatal.
Vacinas inativadas, como a VIP (Poliomielite Inativada), DTP (Difteria, Tétano e Pertussis) e Hepatite B, são totalmente seguras. A vacina tríplice viral também é recomendada para o contato, pois a transmissão do vírus vacinal do sarampo, caxumba ou rubéola é considerada negligenciável.
Caso a criança receba a VOP inadvertidamente, recomenda-se evitar o contato próximo com o paciente imunossuprimido (especialmente troca de fraldas e higiene pessoal) por pelo menos 4 a 6 semanas, período de maior excreção viral.
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