Rubéola: Vacinação de Bloqueio e Conduta em Surto

Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2015

Enunciado

O médico atendeu um jovem de 23 anos, com história vacinal desconhecida, com quadro de febre de 38,6ºC, exantema maculopapular, linfadenopatia especialmente suboccipital, pós-auricular e cervical posterior, e poliartralgia. O paciente trabalha como garçom em um pequeno restaurante. Uma vez feito o diagnóstico clínico de rubéola, considere as seguintes afirmações, em relação à vacinação de bloqueio. I. O bloqueio vacinal deve incluir as pessoas do mesmo domicílio e colegas de trabalho; II. Pessoas com contato íntimo com pacientes imunodeprimidos não devem receber a vacinação; III. Pessoas que tiveram exposição recente à rubéola não devem receber vacinação. É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas

  1. A) I, apenas. 
  2. B) II, apenas.
  3. C) III, apenas.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Rubéola: Bloqueio vacinal inclui contatos domiciliares/trabalho. Imunodeprimidos não vacinam, mas seus contatos sim. Vacinar pós-exposição é válido.

Resumo-Chave

Em um surto de rubéola, a vacinação de bloqueio é crucial para conter a disseminação, especialmente para contatos próximos. Pessoas imunodeprimidas não devem receber vacinas de vírus vivos atenuados como a da rubéola, mas seus contatos devem ser vacinados para protegê-los (efeito casulo). A vacinação pós-exposição pode ser eficaz se realizada em tempo hábil.

Contexto Educacional

A rubéola é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, caracterizada por febre baixa, exantema maculopapular, linfadenopatia (especialmente suboccipital, pós-auricular e cervical posterior) e, em adultos, poliartralgia. Embora geralmente benigna em crianças, a infecção durante a gravidez pode levar à Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), com graves malformações fetais. A vacinação (vacina tríplice viral - MMR) é a principal medida de prevenção e controle. Em casos de diagnóstico clínico de rubéola, a vacinação de bloqueio é uma estratégia crucial para limitar a propagação da doença. A afirmação I está correta: o bloqueio vacinal deve abranger os contatos próximos do paciente, como familiares e colegas de trabalho, que são os mais expostos e suscetíveis à infecção. A afirmação II está incorreta: enquanto pacientes imunodeprimidos não devem receber vacinas de vírus vivos atenuados (como a MMR), seus contatos íntimos devem ser vacinados. Essa estratégia, conhecida como 'efeito casulo', protege o indivíduo imunocomprometido da exposição ao vírus. A afirmação III também está incorreta: a vacinação pós-exposição à rubéola, se realizada em tempo hábil (geralmente até 72 horas, mas pode ser estendida), pode conferir proteção ou atenuar a doença, sendo uma medida importante em surtos.

Perguntas Frequentes

Quem deve ser incluído na vacinação de bloqueio em um caso de rubéola?

A vacinação de bloqueio deve incluir todas as pessoas suscetíveis que tiveram contato íntimo com o caso, como moradores do mesmo domicílio, colegas de trabalho e de escola, para conter a disseminação do vírus.

Pessoas com contato íntimo com pacientes imunodeprimidos podem receber a vacina contra rubéola?

Sim, é altamente recomendado que pessoas com contato íntimo com pacientes imunodeprimidos recebam a vacina contra rubéola (tríplice viral), desde que não tenham contraindicações. Isso cria um 'efeito casulo', protegendo o imunodeprimido que não pode ser vacinado.

A vacinação após exposição recente à rubéola é eficaz?

Sim, a vacinação com a tríplice viral após a exposição à rubéola pode ser eficaz na prevenção da doença ou na atenuação de seus sintomas, especialmente se administrada dentro de 72 horas após o contato, embora alguns protocolos considerem até 5-7 dias.

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