Vacinação Pediátrica SBP: Guia Essencial para Residentes

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

O calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria é elaborado para crianças e adolescentes hígidos (do nascimento até 19 anos de idade). Pode-se afirmar de acordo com este calendário:

Alternativas

  1. A) BCG: Deve ser aplicada em dose única o mais precocemente possível e não é recomendada a revacinação de crianças que não apresentem cicatriz no local da aplicação após 6 meses.
  2. B) Hepatite B: A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser aplicada idealmente nas primeiras 72 horas após o nascimento. A segunda dose está indicada com três meses de idade e a terceira dose é realizada aos seis meses.
  3. C) DTP/DTPa: A vacina DTP (células inteiras), quando possível, deve substituir a DTPa (acelular), pois tem eficácia similar e é menos reatogênica.
  4. D) dT/dTpa: Adolescentes com esquema primário de DTP ou DTPa completo devem receber um reforço com dT ou dTpa, preferencialmente com a formulação tríplice acelular, aos 18 anos de idade.
  5. E) VIP/VOP - As três primeiras doses, aos 2, 4 e 6 meses, devem ser feitas obrigatoriamente com a vacina pólio oral atenuada (VOP). A recomendação para as doses subsequentes é que sejam feitas preferencialmente com a vacina inativada (VIP) aos 15 meses e 4 anos de idade.

Pérola Clínica

BCG: Não revacinar crianças sem cicatriz vacinal após 6 meses da aplicação.

Resumo-Chave

A ausência de cicatriz vacinal da BCG não indica falha vacinal ou necessidade de revacinação, pois a proteção conferida pela vacina não está diretamente ligada à formação da cicatriz. A SBP e o PNI não recomendam a revacinação nesses casos.

Contexto Educacional

O calendário de vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é uma ferramenta crucial para a saúde pública, visando proteger crianças e adolescentes hígidos contra diversas doenças infecciosas. Ele é atualizado periodicamente com base nas evidências científicas mais recentes e nas particularidades epidemiológicas do Brasil, sendo um guia fundamental para pediatras e profissionais de saúde. A compreensão detalhada deste calendário é indispensável para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência. A vacina BCG, por exemplo, é administrada em dose única ao nascer para prevenir formas graves de tuberculose. É importante ressaltar que a ausência de cicatriz vacinal após 6 meses não é um indicativo de falha vacinal e, portanto, não justifica a revacinação, um ponto frequentemente abordado em questões. Outras vacinas como a Hepatite B, DTP/DTPa, VIP/VOP e dT/dTpa possuem esquemas e indicações específicas que devem ser dominados, incluindo as idades de aplicação e as diferenças entre as formulações. O conhecimento aprofundado sobre cada vacina, suas indicações, contraindicações e o manejo de eventos adversos é vital. Para residentes, é essencial não apenas memorizar o calendário, mas também entender a lógica por trás de cada recomendação, como a preferência por vacinas acelulares em certas idades para reduzir a reatogenicidade ou a importância da vacina VIP nas primeiras doses para erradicação da pólio. A atualização constante sobre as diretrizes da SBP e do Programa Nacional de Imunizações (PNI) garante uma prática segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais recomendações para a vacina BCG?

A vacina BCG deve ser aplicada em dose única, o mais precocemente possível, preferencialmente ao nascer. Não é recomendada a revacinação de crianças que não apresentem cicatriz no local da aplicação após 6 meses, pois a ausência de cicatriz não indica falha vacinal.

Qual o esquema vacinal da Hepatite B para recém-nascidos?

A primeira dose da vacina Hepatite B deve ser aplicada idealmente nas primeiras 12-24 horas após o nascimento. O esquema completo geralmente inclui 3 doses, com a segunda e terceira doses em intervalos específicos, dependendo do calendário adotado (ex: 0, 1 e 6 meses ou 0, 2 e 4 meses).

Qual a diferença entre DTP e DTPa e quando cada uma é indicada?

A DTP (células inteiras) é mais reatogênica, mas tem eficácia similar à DTPa (acelular). A DTPa é preferida em reforços e em situações específicas devido ao menor perfil de eventos adversos, especialmente em crianças maiores e adolescentes, onde a dTpa é a formulação recomendada.

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