INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Primigesta com 18 anos de idade, 22 semanas de idade gestacional, comparece à Unidade Básica de Saúde para realização de vacinação antitetânica. Traz consigo carteira de vacinação que registra que a última imunização aplicada foi a vacina dupla para adulto, aos 15 anos de idade. Considerando-se o estado vacinal e a idade gestacional, deve-se:
Gestante com esquema completo e reforço < 5 anos → Sem necessidade de nova dose (Diretriz 2013).
Em 2013, a conduta para gestantes com vacinação em dia (reforço há menos de 5 anos) era a observação. Atualmente, a dTpa é recomendada em toda gestação após a 20ª semana.
A imunização durante o pré-natal é uma das intervenções de saúde pública mais eficazes para reduzir a morbimortalidade neonatal. Historicamente, o foco principal era a prevenção do tétano umbilical (mal do sete dias), garantindo que a mãe tivesse títulos de anticorpos IgG elevados o suficiente para atravessar a placenta. No contexto desta questão de 2013, a paciente de 18 anos havia recebido o reforço aos 15 anos (há apenas 3 anos). Seguindo a lógica de que o reforço é necessário apenas se a última dose tiver mais de 5 anos, a conduta correta na época era não vacinar. É fundamental que o médico residente saiba diferenciar as diretrizes históricas das atuais, onde a dTpa assumiu papel central na rotina de pré-natal.
Em 2013, se a gestante tivesse o esquema básico completo e a última dose (reforço) tivesse sido administrada há menos de 5 anos, não havia indicação de nova dose de vacina antitetânica (dT) durante a gestação atual. O objetivo era garantir que a gestante tivesse recebido pelo menos uma dose nos últimos 5 anos para conferir imunidade passiva suficiente ao feto contra o tétano neonatal.
Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que toda gestante receba uma dose da vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) a partir da 20ª semana de gestação em cada gravidez, independentemente do histórico vacinal prévio. Essa mudança visa principalmente a proteção do recém-nascido contra a coqueluche através da transferência transplacentária de anticorpos.
Um esquema completo consiste em 3 doses de vacina contendo o componente tetânico (DTP, DT ou dT), com reforços a cada 10 anos. Na gestação, se o intervalo desde a última dose for superior a 5 anos, antecipa-se o reforço para garantir níveis protetores de anticorpos durante o parto e o período neonatal.
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