INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Gestante, primigesta, 18 anos de idade, com dezessete semanas de gestação, traz cartão de vacinação para a consulta de pré-natal, mostrando esquema vacinal completo para tétano aos 10 anos de idade. Em relação à recomendação do esquema vacinal da dupla adulto (difteria e tétano), durante a gravidez, qual a conduta correta para essa gestante?
Gestante com esquema completo há > 5 anos → Dose de reforço (preferencialmente dTpa após 20 semanas).
Na gestação, o intervalo para reforço de tétano é reduzido para 5 anos para garantir a transferência transplacentária de anticorpos e prevenir o tétano neonatal.
A imunização materna é um pilar fundamental da assistência pré-natal. O tétano neonatal, embora raro em áreas com boa cobertura vacinal, ainda é uma preocupação de saúde pública. A recomendação de reforço após 5 anos em gestantes (em vez de 10) baseia-se na queda natural dos níveis de anticorpos circulantes que, embora suficientes para proteger a mãe, podem ser insuficientes para uma transferência placentária eficaz. Atualmente, o Ministério da Saúde do Brasil enfatiza que toda gestante deve receber uma dose de dTpa em cada gestação, independentemente do histórico vacinal prévio, para proteção contra a coqueluche neonatal.
Embora na população geral o reforço da vacina dupla adulto (dT) ocorra a cada 10 anos, na gestante o objetivo é garantir altos títulos de anticorpos IgG maternos que atravessam a placenta. Isso confere imunidade passiva ao feto, protegendo-o contra o tétano neonatal nos primeiros meses de vida, período em que ele ainda não completou seu próprio esquema vacinal.
A vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) é obrigatória em todas as gestações a partir da 20ª semana. Mesmo que a mulher tenha o esquema de tétano em dia, a dose de dTpa visa especificamente a proteção do lactente contra a coqueluche, uma doença potencialmente fatal em recém-nascidos, através da transferência de anticorpos maternos.
Se a gestante não possui esquema vacinal prévio, deve-se iniciar o esquema de 3 doses. Geralmente utiliza-se duas doses de dT e uma dose de dTpa, respeitando os intervalos mínimos (30 a 60 dias entre as doses), garantindo que a dose de dTpa seja aplicada após a 20ª semana de gestação.
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