UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Em qual dos pacientes abaixo está indicada a vacinação contra varicela-zoster vírus?
Vacina varicela-zoster em HIV: indicada se CD4+ > 200 µL e TARV estável.
A vacina contra varicela-zoster é uma vacina de vírus vivo atenuado. Em pacientes imunocomprometidos, como os soropositivos para HIV, sua indicação depende do grau de imunossupressão. Para HIV, é indicada se a contagem de CD4+ for > 200 células/µL e o paciente estiver em terapia antirretroviral (TARV) estável, sem evidência de imunodeficiência grave.
A vacinação contra o vírus varicela-zoster (VVZ) é fundamental para prevenir a varicela (catapora) e o herpes zoster (cobreiro), doenças causadas pelo mesmo vírus. Existem duas vacinas principais: a vacina contra varicela (para prevenir a infecção primária) e a vacina contra herpes zoster (para prevenir a reativação do vírus latente). Ambas são vacinas de vírus vivo atenuado, o que implica em considerações especiais para pacientes imunocomprometidos. A indicação da vacina varicela-zoster em populações especiais, como pacientes HIV positivos, transplantados ou com câncer, é um tópico frequente em provas. Para pacientes soropositivos, a vacina é geralmente segura e recomendada se a contagem de linfócitos T CD4+ for maior que 200 células/µL e o paciente estiver em terapia antirretroviral (TARV) estável, sem sinais de imunodeficiência grave. Em contraste, gestantes, pacientes com imunodeficiência grave (CD4+ < 200), transplantados recentes ou em quimioterapia ativa geralmente têm contraindicação devido ao risco de doença disseminada pelo vírus vacinal. É crucial que residentes e estudantes de medicina compreendam as nuances das indicações e contraindicações das vacinas de vírus vivo atenuado em pacientes imunocomprometidos. A avaliação cuidadosa do estado imunológico do paciente é essencial para garantir a segurança e eficácia da vacinação, prevenindo complicações graves e otimizando a saúde pública.
As contraindicações incluem gravidez, imunodeficiência primária ou adquirida grave (ex: CD4+ < 200 em HIV, quimioterapia recente, uso de altas doses de corticoides), tuberculose ativa não tratada e reações anafiláticas a componentes da vacina.
É indicada para pacientes HIV positivos com contagem de CD4+ ≥ 200 células/µL, sem evidência de imunodeficiência grave e em terapia antirretroviral (TARV) estável.
A vacina é de vírus vivo atenuado e, teoricamente, há risco de transmissão vertical do vírus vacinal para o feto, embora o risco seja baixo. Por precaução, é contraindicada na gravidez.
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