Vacina Tríplice Viral: Esquema, Dose Zero e Contraindicações

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Em relação à vacina tríplice viral, oferecida pelo Programa Nacional de Imunizações, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A dose zero, dada em situação epidemiológica de risco para sarampo ou rubéola, não é considerada válida para a cobertura vacinal de rotina.
  2. B) É contraindicada para gestantes, exceto em situações de surto de sarampo, caxumba ou rubéola.
  3. C) É contraindicada para crianças abaixo dos 12 meses de idade, mesmo em situações de surto de sarampo, caxumba ou rubéola.
  4. D) Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez até pelo menos 1 ano após a vacinação.
  5. E) Pessoas comprovadamente portadoras de alergia à proteína do leite de vaca não podem receber vacina tríplice viral.

Pérola Clínica

Dose zero da tríplice viral (6-11 meses) em surto NÃO é válida para rotina, exige 2 doses após 12 meses.

Resumo-Chave

A 'dose zero' da vacina tríplice viral, administrada entre 6 e 11 meses de idade em situações de risco epidemiológico (surtos de sarampo ou rubéola), não é contabilizada como dose de rotina. A criança ainda precisará receber as duas doses do esquema padrão (aos 12 e 15 meses) para ser considerada adequadamente imunizada.

Contexto Educacional

A vacina tríplice viral (SCR) é uma vacina de vírus vivos atenuados que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil e é fundamental para o controle dessas doenças, especialmente o sarampo, que tem alta transmissibilidade e potencial de complicações graves. O esquema de rotina prevê duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Em situações de surto ou risco epidemiológico elevado de sarampo ou rubéola, o PNI recomenda a administração de uma 'dose zero' para crianças de 6 a 11 meses de idade. É crucial entender que esta dose não substitui as doses de rotina. A criança que recebe a dose zero ainda precisará receber as duas doses padrão após os 12 meses para completar o esquema vacinal. As contraindicações incluem gestação (devido ao risco teórico de infecção fetal por vírus vivo atenuado, embora nunca comprovado), imunodeficiência grave e anafilaxia a componentes da vacina. A alergia à proteína do ovo não é mais uma contraindicação absoluta. A alergia à proteína do leite de vaca não é uma contraindicação para a vacina tríplice viral.

Perguntas Frequentes

Qual a finalidade da 'dose zero' da vacina tríplice viral e quando ela é aplicada?

A dose zero é uma dose extra de proteção contra sarampo e rubéola, aplicada em crianças de 6 a 11 meses de idade em situações de surto ou risco epidemiológico elevado, visando proteger precocemente.

Quais são as principais contraindicações da vacina tríplice viral?

As principais contraindicações incluem gestação, imunodeficiência primária ou adquirida (exceto HIV assintomático), uso de corticosteroides em doses imunossupressoras e histórico de anafilaxia a componentes da vacina.

Por que mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez após a vacinação com a tríplice viral?

A vacina tríplice viral é de vírus vivo atenuado e, por precaução, recomenda-se que mulheres evitem a gravidez por 30 dias após a vacinação, embora o risco de teratogenicidade seja teoricamente baixo e nunca tenha sido comprovado.

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