SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015
Com relação à vacina contra o sarampo, é correto afirmar que:
Erradicação sarampo = altas coberturas vacinais de rotina + campanhas de seguimento a cada 4-5 anos. Sarampo não está erradicado no Brasil.
A estratégia para erradicar o sarampo baseia-se em manter elevadas coberturas vacinais na rotina e realizar campanhas periódicas para alcançar aqueles que perderam a vacinação, garantindo a imunidade populacional. A proteção por anticorpos maternos é transitória e não elimina a necessidade da vacina.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, e a vacinação é a ferramenta mais eficaz para seu controle e erradicação. A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do calendário vacinal infantil. A estratégia global para a erradicação do sarampo baseia-se em dois pilares principais: a manutenção de altas coberturas vacinais na rotina para todas as crianças e a realização de campanhas de vacinação de seguimento a cada poucos anos para alcançar as crianças que não foram vacinadas ou que não soroconverteram. É um erro comum pensar que o sarampo está erradicado no Brasil. Embora o país tenha recebido a certificação de eliminação do sarampo em 2016, a reintrodução do vírus e a queda nas coberturas vacinais levaram a novos surtos, demonstrando a fragilidade da situação e a necessidade de vigilância constante e esforços de imunização. A proteção conferida pelos anticorpos maternos em lactentes é limitada e transitória, não substituindo a necessidade da vacinação na idade recomendada. A falha vacinal primária (não soroconversão após a primeira dose) e a falha secundária (perda da imunidade ao longo do tempo) são fenômenos conhecidos, mas a principal causa de surtos e epidemias é a baixa cobertura vacinal na população, que permite a circulação do vírus entre os suscetíveis. Portanto, a manutenção de elevadas coberturas vacinais é a chave para prevenir a reintrodução e disseminação do sarampo.
A principal estratégia para a erradicação do sarampo envolve manter altas coberturas vacinais na rotina para todas as crianças e realizar campanhas de seguimento a cada 4 a 5 anos para imunizar os suscetíveis e reforçar a imunidade populacional.
Embora existam anticorpos maternos protetores, sua proteção é transitória e decresce com o tempo, tornando a vacinação essencial para garantir a imunidade duradoura do lactente e prevenir a doença em uma faixa etária vulnerável.
Não, o sarampo não está erradicado no Brasil. Apesar de ter recebido a certificação de eliminação em 2016, o país enfrentou surtos recentes devido à queda nas coberturas vacinais, o que reforça a necessidade de vigilância e imunização contínua.
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