Sarampo: Estratégias de Vacinação para Erradicação e Controle

SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2015

Enunciado

Com relação à vacina contra o sarampo, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A vacinação contra o sarampo foi retirada do calendário porque a infecção está erradicada em nosso meio.
  2. B) Para erradicação do sarampo é adotada como estratégia manter altas coberturas vacinais na rotina e fazer campanhas de seguimento a cada 4 a 5 anos.
  3. C) Apesar de excelente soroconversão da vacina contra o sarampo em menores de um ano, a vacina é desnecessária porque existem anticorpos maternos protetores na circulação.
  4. D) A falha secundária da vacina foi a principal causa da epidemia de sarampo de 1997 ocorrida em São Paulo.
  5. E) Nenhuma das anteriores. 

Pérola Clínica

Erradicação sarampo = altas coberturas vacinais de rotina + campanhas de seguimento a cada 4-5 anos. Sarampo não está erradicado no Brasil.

Resumo-Chave

A estratégia para erradicar o sarampo baseia-se em manter elevadas coberturas vacinais na rotina e realizar campanhas periódicas para alcançar aqueles que perderam a vacinação, garantindo a imunidade populacional. A proteção por anticorpos maternos é transitória e não elimina a necessidade da vacina.

Contexto Educacional

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, e a vacinação é a ferramenta mais eficaz para seu controle e erradicação. A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do calendário vacinal infantil. A estratégia global para a erradicação do sarampo baseia-se em dois pilares principais: a manutenção de altas coberturas vacinais na rotina para todas as crianças e a realização de campanhas de vacinação de seguimento a cada poucos anos para alcançar as crianças que não foram vacinadas ou que não soroconverteram. É um erro comum pensar que o sarampo está erradicado no Brasil. Embora o país tenha recebido a certificação de eliminação do sarampo em 2016, a reintrodução do vírus e a queda nas coberturas vacinais levaram a novos surtos, demonstrando a fragilidade da situação e a necessidade de vigilância constante e esforços de imunização. A proteção conferida pelos anticorpos maternos em lactentes é limitada e transitória, não substituindo a necessidade da vacinação na idade recomendada. A falha vacinal primária (não soroconversão após a primeira dose) e a falha secundária (perda da imunidade ao longo do tempo) são fenômenos conhecidos, mas a principal causa de surtos e epidemias é a baixa cobertura vacinal na população, que permite a circulação do vírus entre os suscetíveis. Portanto, a manutenção de elevadas coberturas vacinais é a chave para prevenir a reintrodução e disseminação do sarampo.

Perguntas Frequentes

Qual a principal estratégia para a erradicação do sarampo?

A principal estratégia para a erradicação do sarampo envolve manter altas coberturas vacinais na rotina para todas as crianças e realizar campanhas de seguimento a cada 4 a 5 anos para imunizar os suscetíveis e reforçar a imunidade populacional.

Por que a vacina contra o sarampo não é desnecessária em menores de um ano?

Embora existam anticorpos maternos protetores, sua proteção é transitória e decresce com o tempo, tornando a vacinação essencial para garantir a imunidade duradoura do lactente e prevenir a doença em uma faixa etária vulnerável.

O sarampo está erradicado no Brasil?

Não, o sarampo não está erradicado no Brasil. Apesar de ter recebido a certificação de eliminação em 2016, o país enfrentou surtos recentes devido à queda nas coberturas vacinais, o que reforça a necessidade de vigilância e imunização contínua.

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