UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Na avaliação da carteira de vacinação, em relação à vacina de sarampo, é correto afirmar que:
Doses de vacina sarampo antes dos 12 meses de idade NÃO são válidas para o esquema primário.
A vacina contra o sarampo (componente da tríplice viral) não é considerada válida se administrada antes dos 12 meses de idade devido à possível interferência dos anticorpos maternos. A primeira dose do esquema básico é recomendada aos 12 meses, e a segunda aos 15 meses de idade.
A vacinação contra o sarampo é uma das estratégias mais eficazes para o controle e erradicação da doença, e o conhecimento do calendário vacinal é crucial para profissionais de saúde. A vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é parte integrante do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Para crianças, o esquema vacinal padrão prevê a primeira dose da SCR aos 12 meses de idade e a segunda dose (SCR ou tetra viral) aos 15 meses. É um ponto crítico que doses administradas antes dos 12 meses de idade não são consideradas válidas para o esquema vacinal primário. Isso ocorre devido à possível interferência dos anticorpos maternos, que podem neutralizar o vírus vacinal e impedir uma resposta imune adequada no lactente. Tais doses são frequentemente chamadas de "dose zero" e não substituem as doses do calendário. Para adultos, o esquema varia conforme a idade e o histórico vacinal. Indivíduos até 29 anos devem ter duas doses de SCR. Aqueles entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma dose. Acima de 60 anos, a vacinação de rotina não é indicada, a menos que haja risco epidemiológico específico. A compreensão dessas diretrizes é fundamental para a correta avaliação da carteira vacinal e para a orientação adequada da população, visando a manutenção de altas coberturas vacinais e a prevenção de surtos.
O Ministério da Saúde recomenda a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade e a segunda dose (tetra viral ou tríplice viral) aos 15 meses de idade.
Antes dos 12 meses, a presença de anticorpos maternos transferidos passivamente pode interferir na resposta imune do bebê à vacina, tornando-a menos eficaz. Por isso, doses administradas antes dessa idade não são consideradas válidas para o esquema primário.
Adultos até 29 anos devem ter duas doses registradas. Adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose. Indivíduos acima de 60 anos, se não vacinados e sem histórico da doença, não precisam ser vacinados rotineiramente, a menos que em situações de surto ou viagem.
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