FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Sobre a infecção por rotavírus, assinale a alternativa CORRETA:
Vacina rotavírus: não aplicar fora do prazo devido ao risco de invaginação intestinal.
A vacina contra o rotavírus possui um esquema de aplicação com prazos específicos que devem ser rigorosamente respeitados. A administração fora da janela etária recomendada, especialmente após os 7 meses e 29 dias para a primeira dose ou 15 meses para a última dose, aumenta o risco de invaginação intestinal, uma complicação grave. O soro de reidratação oral é altamente eficaz, a transmissão não é exclusivamente fecal-oral, e a vacina não deve ser repetida em caso de vômito ou regurgitação.
A infecção por rotavírus é uma das principais causas de gastroenterite grave em crianças pequenas em todo o mundo, sendo responsável por um número significativo de hospitalizações e óbitos, especialmente em países em desenvolvimento. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, mas também pode haver transmissão por contato com superfícies contaminadas e, em menor grau, por via respiratória. Os casos mais graves são observados em crianças menores de 2 anos, que são mais vulneráveis à desidratação. O manejo da desidratação causada pelo rotavírus é feito primariamente com o soro de reidratação oral (SRO), que é altamente eficaz na reposição de líquidos e eletrólitos. A prevenção, no entanto, é a estratégia mais importante, e a vacinação é a medida mais eficaz para reduzir a incidência e a gravidade da doença. Existem duas vacinas disponíveis no Brasil: a monovalente (VRH1) e a pentavalente (VRH5), ambas de vírus vivos atenuados. É crucial que a vacina seja aplicada dentro dos prazos recomendados pelo Ministério da Saúde. A primeira dose da vacina monovalente não deve ser administrada após 3 meses e 15 dias de idade, e a última dose não deve ser administrada após 7 meses e 29 dias. A não observância desses prazos aumenta o risco de invaginação intestinal, uma complicação rara, mas grave. Além disso, a dose da vacina não deve ser repetida se a criança vomitar ou regurgitar após a administração, pois não há evidências de que isso afete a imunogenicidade. O conhecimento detalhado sobre a vacina e a infecção por rotavírus é indispensável para a prática pediátrica e para a saúde pública.
A vacina rotavírus (VRH1) é administrada em duas doses: a primeira entre 2 e 3 meses e 15 dias de idade, e a segunda entre 3 e 5 meses e 15 dias. A primeira dose não deve ser administrada após 3 meses e 15 dias, e a última dose não deve ser administrada após 7 meses e 29 dias. Para a VRH5, a primeira dose é entre 2 e 3 meses e 15 dias, e as doses subsequentes com intervalo mínimo de 4 semanas, com a última dose não devendo ser administrada após 7 meses e 29 dias.
A aplicação da vacina rotavírus fora dos prazos recomendados, especialmente após as idades limites, aumenta o risco de invaginação intestinal, uma condição grave que requer intervenção médica. Por isso, é crucial seguir rigorosamente o calendário vacinal.
Sim, o soro de reidratação oral (SRO) é a principal e mais eficaz medida para combater a desidratação causada por infecções por rotavírus e outras causas de diarreia aguda. Ele repõe líquidos e eletrólitos perdidos, prevenindo e tratando a desidratação de forma segura e acessível.
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