Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais. O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país. Em relação a imunização no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA:
Vacina rotavírus e meningocócica C podem ser coadministradas; não há contraindicação para concomitância.
A vacina rotavírus e a vacina meningocócica C são vacinas diferentes que podem ser administradas concomitantemente em lactentes, seguindo o calendário vacinal. Não há impedimento para a coadministração, desde que aplicadas em locais anatômicos distintos.
O Calendário Nacional de Vacinação do Brasil é um dos mais completos do mundo, visando proteger a população contra diversas doenças infecciosas. A coadministração de vacinas é uma estratégia fundamental para garantir altas coberturas vacinais, reduzir o número de visitas aos serviços de saúde e simplificar o esquema de imunização. A vacina rotavírus, que previne diarreias graves, tem sua primeira dose recomendada a partir de 6 semanas de vida. A vacina meningocócica C, que protege contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis do sorogrupo C, também é administrada nos primeiros meses de vida. Ambas são essenciais para a saúde infantil. É um conceito importante que a maioria das vacinas, sejam elas vivas atenuadas ou inativadas, pode ser administrada concomitantemente em diferentes locais de aplicação, sem comprometer a imunogenicidade ou aumentar o risco de eventos adversos. A exceção a essa regra é rara e específica, não se aplicando ao caso das vacinas rotavírus e meningocócica C. A compreensão correta da coadministração é vital para a prática clínica e para a saúde pública.
A maioria das vacinas do calendário infantil pode ser administrada concomitantemente, incluindo vacinas vivas atenuadas e inativadas, desde que aplicadas em locais anatômicos distintos. Isso otimiza a adesão e a proteção.
A primeira dose da vacina rotavírus pode ser administrada a partir de 6 semanas de vida. É crucial respeitar a idade máxima para a primeira dose, que é de 3 meses e 15 dias (15 semanas).
As principais contraindicações da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) incluem imunodeficiência congênita ou adquirida grave, gravidez, história de anafilaxia a componentes da vacina e uso de corticosteroides em altas doses.
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